QUANDO OS OBREIROS SE CANSAM DE DEUS


Texto Áureo: Miqueias 2.10
Verdade Prática: O Reino de Deus exige que cada um de seus filhos cumpra o seu dever, trabalhando e esforçando-se enquanto é dia.
Texto Bíblico Básico: Malaquias 1.13,14; João 5.17; 1 Coríntios 15.57,58.
                                         
                                              LIÇÃO 04  
 
INTRODUÇÃO
 
     Na Lição passada, vimos com que desprezo os sacerdotes da época da Malaquias tratavam as coisas de Deus. Sobre o altar, ofereciam eles alimentos imundos, e imolavam animais enfermos , coxos e cegos. Hoje encontraremos estes mesmos ministros a se queixarem do culto divino.
      Eles tinham o exercício de sua função como um enfado, desonrando assim o Senhor dos Exércitos que os chamara a um ministério tão glorioso e sublimado. Por que se portavam dessa maneira? Por causa de suas graves e continuadas iniquidades.
       Será que não estamos incorrendo nas mesmas faltas? O texto bíblico de hoje exige façamos um imediato exame de consciência. è chegada a hora de reavaliarmos o nosso ministério. A quem estamos procurando agradar? Ao Senhor da Seara, que jamais deixou de trabalhar? Ou a nós mesmos?
     Em primeiro lugar, veremos o que tem levado os obreiros ao cansaço espiritual.
 
I. O OBREIRO SE CANSA QUANDO PERDE A PERSPECTIVA DE SUA VOCAÇÃO
 
     Um dos  maiores flagelos que vem assolando os ministros do evangelho é sem dúvida alguma, o desânimo. Quantos missionários, pastores e evangelistas não abandonaram suas lides alegando cansaço, enfado, estresse! Mas todo esse desalento, que também atingia os sacerdotes da época de Malaquias, tinha uma causa primária: a perda da perspectiva do chamamento ministerial
       A partir do momento que o obreiro perde a sensibilidade espiritual de sua chamada, nada mais lhe resta. Foi o que aconteceu a Eli (1 Sm 3.1). Embora ministro, achava-se alheio ao ministério; não mais ouvia a voz de Deus. O mesmo se pode dizer de Saul. Apesar de reinar, não agia como rei (1 Sm 16.14). Era ungido, mas essa unção era algo do passado.
        Se o obreiro já não possui a unção, como poderá se haver com o seu ministério? Falta-lhe a perspectiva da chamada, a urgência do Reino de Deus. è por isso que muitos de nossos ministros estão a se queixar como os sacerdotes do último período da história sagrada do Antigo Testamento: !"Eis aqui, que canseira" (Ml 1.13).
         Se te sentes cansado, roga ao Senhor da Seara que te torne a dar a real visãodo serviço divino (Is 40.31). Ele é o teu refrigério!
 
II. O OBREIRO SE CANSA QUANDO PERDE A PERSPECTIVA DA OBRA DE DEUS
 
    Levemos em conta também a perspectiva sobrenatural da obra de Deus, sem a qual o obreiro acaba por perder o ritmo até ficar completamente exausto.  O que vem a ser esta perspectiva? É a visão da Igreja não como uma mera organização, mas como a agência por excelência do Reino de Deus. O obreiro, pois, deve ter em mente que:
1. A obra é realmente de Deus: Este ponto é tão obvio, é tão claro, que até nos arriscamos a cair numa imperdoável redundância. Todavia, há muitos ministros de Cristo que já perderam esta´perspectiva. Esqueceram-se eles de que a obra, na qual acham-se empenhados, não é deles; pertence a Deus (Ne 6.16). É um negócio divino.
       Se perdemos tal perspectiva, cansar-nos-emos até nos esgotarmos física, mental e espiritualmente. Qual a razão desse esgotamento? Isto acontece porque, ao invés de nos darmos ao Deus da obra, damos-nos à Obra de Deus. Esta inversão é tão perigosa, é tão nociva, que acabará por minar-nos completamente aos forças. É o que acontecia com o pastor de Éfeso. Ele dava-se tanto à obra, que já não tinha tempo de se dar a Deus. E isto evidenciava uma só coisa: a perda do primeiro amor (Ap 2.4)
       A perda do primeiro amor é algo gravissimo; leva à exaustão espiritual; e a exaustão espiritual induz-nos à soberba e aos mais grosseiros pecados. se já perdeste o primeiro amor; arrepende-te agora. Entrega-te ao Deus da Obra; somente assim a Obra de Deus prosperará em tuas mãos (1 Rs 2.3).
2. A obra é o Reino de Deus: Se em nosso ministério consientizarmos-nos de que estamos trabalhando em prol da expansão do Reino de Deus, jamais seremos vencidos pelo enfado e desalento. O exemplo de davi é mui significativo. Desde que ungido rei de Israel, envolveu-se de tal forma nos negócios divinos, que jamais veio a reclamar de seus encargos. Pois sabia que estava a batalhar as batalhas do senhor ( 2 Sm 5.10). Ele entrava e saía com as forças de Israel, e as suas vitórias eram cada vez mais retumbantes.
       Se te sentes cansado, lembra-te: estás a batalhar não por teu império, mas pela expansão do reino de Deus. Sempre que ganhares uma alma, ou discipulares uma ovelha, estarás rogando ao Deus Todo-Poderoso: "Venha o teu Reino" (Mt 6.10).
Fonte: Revista Lições Bíblicas.
Editora: Casa Publicadora das Assembléias de Deus – CPAD
Edição: 3º Trimestre de 1999
Tema Central: Malaquias: Contra o formalismo e as iniquidades na Casa de Deus
Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade
Consultor Doutrinário e Teológico: Antonio Gilberto
Páginas: 24-31

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Fonte:
John Carlos Vasconcelos Fernandes

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