Brasil está mais feminino e mais negro



O Brasil – com 190.755.799 de habitantes – está menos branco, mais velho, mais feminino e mais alfabetizado. A Sinopse do Censo Demográfico 2010, divulgada em 29 de abril, pelo IBGE, é resultado das entrevistas feitas pelas equipes do Censo 2010 em 67,5 milhões de domicílios em 5.565 municípios, de 1º de agosto a 31 de outubro.

Confira alguns índices abaixo com analise de especialistas:

Mais negros
Pela primeira vez, o percentual de pessoas que se declararam brancas caiu abaixo da metade: 47,7%. Em 2000, eram 53,7%.
Mais pessoas passaram a se declarar pretas (7,6%), pardas (43,1%) e amarelas (1,1%). Os indígenas continuam sendo 0,4%.
O IBGE usa o conceito de autodeclaração para atribuir cor e raça, dentro das classificações preto, pardo, amarelo e indígena.

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“A declaração da proporção de população preta aumentou bastante, não porque aumentou a fecundidade nesse grupo, mas porque o sentimento de pertencimento cresceu, e a consciência é maior. Quanto maior é a consciência, maior é a resposta afirmativa”, declarou Eduardo Nunes, presidente do IBGE.  Para a socióloga Paula Barreto, coordenadora do Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia,  houve um processo de afirmação de negros e pardos. “Principalmente por conta do enfrentamento do racismo e de políticas públicas, como as cotas, as pessoas estão se sentindo mais encorajadas a se declarar pretas ou pardas”, afirmou. Mas, segundo ela, cidades como Salvador continuam com uma “estrutura social perversa”, nas quais o branco é associado ao patrão e o negro, ao empregado

Mais mulheres
De acordo com o Censo 2010, “faltam” quatro homens para cada grupo de 100 mulheres.Na última década, a população “perdeu” um homem: o país passou a ter 96 homens para 100 mulheres – em 2000, eram 97. Ana Amélia Camarano, demógrafa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), avalia que o crescimento mais acelerado da população feminina se deve ao envelhecimento: as mulheres vivem mais.

Casais homossexuais 
Pela primeira vez, o IBGE pesquisou casais do mesmo sexo. Foram contados 60 mil cônjuges de igual sexo do chefe do domicílio – apenas 0,2% do total. “Esse número está subnotificado e reflete, em parte, o preconceito, mas a tendência é que aumente nos próximos censos à medida que a legislação brasileira avance, como com o reconhecimento dessas uniões pela Previdência e pela Receita”, disse Nunes, presidente do IBGE.

extraído de Afrokut  e publicado na Folha de S.Paulo/O Estado de S. Paulo

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