Relatório Viagem Missionária UK


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Naquela noite Paulo teve uma visão. Ele viu um homem da província da Macedônia, que estava de pé e lhe pedia: “Venha para a Macedônia e nos ajude!” Logo depois dessa visão, nós resolvemos partir logo para a Macedônia, pois estávamos certos de que Deus nos havia chamado para anunciar o evangelho ao povo dali. Atos 16. 9,10 (NTLH)

E Paulo terminou, dizendo: – Portanto, ó rei Agripa, eu não desobedeci à visão que veio do céu. Atos 26.19 (NTLH)

Viagem ao Reino Unido

Saída 01 julho – Retorno  24 julho de 2012

Convite: DNA Mission – Adriana e David Beddows

Imagens: https://www.facebook.com/agsalmeida

O Reino Unido é uma união política de quatro nações constituintes: Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales.

O Tratado de União dessas quatro nações assegurou que haveria uma sucessão protestante, bem como uma ligação entre Igreja e Estado que permanece até os dias atuais.

71,6% dos cidadãos do Reino Unido são cristãos, embora apenas 1 em cada 10 cristãos frequente a igreja uma vez por semana.

15% alegam não ter qualquer religião

7% afirmam não ter preferência religiosa

O cristianismo tem a igreja anglicana como igreja estatal com representação no Parlamento do Reino Unido, o Rei e Rainha obrigatoriamente são membros dessa igreja (artigo 2º do Tratado de União). Portanto, os anglicanos são maioria, seguidos pelos católicos. Por último, estão os ortodoxos, evangélicos e pentecostais. Os pentecostais estão crescendo no País e já ocupam o terceiro lugar em termos de frequência à igreja, atrás dos anglicanos e católicos.

MINHA AGENDA:

1º.   Igrejas (cultos e reuniões de oração, chás da tarde);

2º.   Asilos (chá da tarde, reuniões de oração e louvor);

3º.   Escolas, alunos de 7 a 14 anos (mensagens rápidas e objetivas);

4º.   Evangelização de 5 mil residências, entrega de folhetos;

5º.   Cruzada evangelística durante três dias com oração por enfermos (28 pessoas alcançadas) – 09 testemunhos de curas;

6º.   Apoio a distribuição de alimentos para moradores de rua e viciados;

7º.   Nas horas vagas passeios por lugares históricos em Londres e Pais de Gales.

 

AVIVAMENTO EM GALES – COMO TUDO COMEÇOU:

Evan Roberts e o avivamento no país de Gales

Eu estendi minha mão e toquei a chama. Agora eu estou queimando e esperando por um sinal ” – Evan Roberts, pregando na Capela de Moriah, Dezembro de 1903

“Eu não sou a fonte deste avivamento. Eu sou apenas um agente dentre o que vai ser uma multidão… Eu não sou aquele que está tocandos os corações de homens e mudando as vidas dos homens. Não sou eu, mas o Deus que opera em mim” – Evan Roberts, Smith’s Weekly

O avivamento de Gales foi um dos mais impressionantes moveres de Deus de todos os tempos. Em poucos meses de avivamento, um país inteiro foi transformado, mais de cem mil pessoas aceitaram o Senhor Jesus como seu Senhor e Salvador, e a notícia foi espalhada ao redor do mundo. Acerca deste movimento registra-se:

O avivamento começou em 30 de outubro de 1904 na pequena cidade de Loughor, Igreja Batista Moriah, com Evan Roberts, um jovem de 26 anos.

Em 1891, aos treze anos de idade, Roberts começou a ter fome e sede, e orar por duas coisas importantes: 

1º.   Para que Deus o enchesse com o Seu Espírito;

2º.   Para que Deus enviasse o reavivamento ao País de Gales. 

Evan Roberts, após 15 dias em que estava no seminário, recebeu uma visão de Deus ordenando-lhe voltar para sua cidade para pregar aos jovens e amigos de infância. No dia seguinte (30/10/1904) ele estava de volta e convidou os jovens para orar e buscar o Espírito Santo. Ele enfatizou sobre 4 pontos fundamentais para o avivamento:

1º.   A confissão aberta de qualquer pecado não confessado

2º.   O abandono de qualquer ato duvidoso

3º.   A necessidade de obedecer prontamente tudo que o Espirito Santo ordenasse

4º.   A confissão de Cristo abertamente

No dia seguinte, após o culto, as pessoas se encontravam e comentavam sobre o mover do Espírito e que estavam se sentindo melhor desde o culto. Nos outros finais de semanas a cena se repetia, as pessoas choravam, sorriam, falavam em línguas estranhas, tinhas visões, revelações, etc…

Não demorou em que pessoas vindas de várias regiões do País de Gales experimentassem o avivamento. A maioria dos líderes e ministros do avivamento eram jovens e adolescentes. Evans Robert tinha 26 anos; sua irmã Mary tinha 16; Seu irmão Dan e seu amigo Sydney Evans tinham 20 anos. As irmãs cantoras tinham entre 18 e 20 anos. As crianças tinham suas reuniões de oração e testemunhos, as igrejas ficavam repletas de jovens em todas as reuniões.

Ouve um período em que os cultos continuavam quase sem parar, afirma o escritor: “milhares de pessoas”, foram movidos pelo Espírito a “cair aos pés simultaneamente para adorar em uníssono”; às vezes a glória do Senhor brilhava dos púlpitos com uma luz tão forte que “os evangelistas ou pastores fugiam dela para não serem completamente arrebatados”.

Um jornalista de Londres que assistiu às reuniões ficou surpreso ao ver como os cultos prosseguiam quase sem liderança ou orientação humana. Hinos, leitura da Palavra, oração, testemunhos dos convertidos e breves exortações por várias pessoas sucediam-se segundo o Espírito guiava.

Os grandes hinos da igreja eram cantados durante três quartos da reunião; a ordem reinava, embora mil ou duas mil pessoas estivessem presentes. Se alguém se demorava muito na exortação, outra pessoa começava um hino. Evan Roberts insistia continuamente: “Obedeçam ao Espírito”, e o Espírito mantinha a reunião pacífica e ordeira.

 EFEITOS DO AVIVAMENTO:

Os efeitos do avivamento estenderam-se muito além dos cultos e reuniões de oração. Os bares e cinemas fecharam, as livrarias evangélicas venderam todos os seus estoques de Bíblias. O avivamento tornou-se manchete nos principais jornais do país. A presença de Deus “parecia ser universal e inevitável”, invadindo não somente as igrejas e reuniões de oração, mas se manifestando também “nas ruas, nos trens, nos lares e nas tavernas”.

Em muitos casos, os fregueses entravam nas tavernas, pediam bebidas e depois davam meia-volta e saíam, deixando-as intocadas no balcão. O sentimento da presença de Deus era tal que praticamente paralisava o braço que ia levar o copo à boca.”

Evan Roberts trabalhou sem parar no avivamento. Ele não queria que as pessoas olhassem para ele, e muita vez ele ficava calado durante os cultos, preferindo que o Espírito Santo os dirigisse. Ele raramente falava com os jornalistas que vinham para escrever sobre o avivamento, e não permitia que tirassem fotografias dele.

Infelizmente, Evan, o “catalisador principal” do avivamento, não cuidou da sua própria saúde, tirando o tempo necessário para descansar. Ele começou a se sentir fisicamente exausto, vindo finalmente a ter um colapso, e em abril de 1906 retirou-se para a casa do Sr. e Sra. Penn-Lewis na Inglaterra. Evan nunca mais exerceu seu ministério de avivalista, e sem sua liderança, o avivamento logo se apagou.

O avivamento no país de Gales durou apenas nove meses, porém neste tempo marcou o mundo. Os frutos, os resultados do avivamento, foram bons: uma pesquisa feita seis anos depois do avivamento descobriu que 80% dos convertidos continuavam sendo membros das mesmas igrejas onde tiveram se convertido. Porém, isso não significa que os outros 20% tivessem se desviado, porque muitos se mudaram para missões independentes ou novas denominações.

 

SITUAÇÃO ATUAL DA IGREJA EM GALES:

Uma geração de heróis. Apesar da idade avançada, os fiéis que restaram permanecem servindo ao Senhor no Templo, com fervor nas orações e ensino da Palavra de Deus;

Ausência de jovens e crianças nos cultos. Em algumas igrejas a idade média dos membros está acima dos 60 anos.

Liturgia e cultos. Os cultos tem em média 01h30min de duração e costumam ser pontuais quanto ao início e fim. A liturgia inclui a palavra inicial, louvores, testemunho, oferta, anúncios e pregação. As pessoas que desejarem aceitar a Cristo ou receber oração procuram pelo pastor ou lideres no final do culto. Nas reuniões de oração, geralmente oram em pequenos grupos, incluem-se leitura bíblica, testemunhos e compartilhamento de visões e revelações.

Música sacra. Todas as igrejas possuem um piano para acompanhamento dos hinos. Os hinários são diversificados, geralmente eles têm algumas versões à disposição, que são distribuídas no início do culto e recolhidos no final. Também emprestam Bíblias durante o culto. As canções possuem letras maravilhosas, mas em alguns lugares quando cantam a tristeza ocupa a alma, ao invés da alegria da salvação.

Avivamento, o que é isso? Em muitas igrejas não pregam sobre o Espírito Santo e seus dons. Porém vimos igrejas onde estão buscando o avivamento, semelhante ao do inicio do século 20, nessas igrejas os cristãos buscam falar em línguas e dão ênfase aos dons espirituais. Em algumas igrejas há forte resistência da liderança aos cristãos que buscam o avivamento.

A letra mata. A maioria dos cristãos são conhecedores das escrituras e possuem bom nível de educação secular. Pregar para essas pessoas se torna difícil, eles se consideram cristãos, embora não sejam praticantes e tem respostas para quase tudo que justifique suas ações.

Igrejas de mortos. A maioria das igrejas possui em suas áreas um cemitério onde seus líderes são sepultados, é uma forma de perpetuar suas obras. Em algumas o cemitério fica na entrada principal, causando a impressão de notoriedade pós-morte de alguns líderes.

QUAIS FATORES LEVARAM A IGREJA GALESA À CONDIÇÃO ATUAL?

Eu conheci um Senhor na igreja Moriah, onde o avivamento de 1904 teve inicio, a história foi narrada pelo sobrinho de um amigo do Evans Robert. No final eu perguntei: Porque a igreja perdeu seu fervor e se encontra decadente atualmente? Aquele senhor com semblante triste mostrou umas peças com imagens da igreja, do Evans, livros e outros itens de marketing sobre o período do avivamento e disse-me: “Aqui está a resposta. Essas coisas tiraram a presença de Deus de nós, só restaram os homens”

Ausência do discipulado. As crianças deixaram de serem bem vindas às reuniões, os pais não levavam as crianças aos cultos para não atrapalharem as reuniões;

Intelectualismo teológico. Muitos líderes começaram a desacreditar as manifestações espirituais, extinguindo o Espírito Santo;

Secularismo. Na medida em que as crianças e jovens da época do avivamento envelheciam, seus filhos buscavam outros lugares para frequentar e novas opções para ocuparem o tempo, resultado do crescimento econômico do País e desconhecimento das ações da igreja (uma infância ignorada, transformada em uma juventude sem interesse pelas coisas de Deus);

Desvalorização dos ministérios paralelos. A igreja não investiu na formação de novos líderes ou formação de ministérios (crianças, jovens, evangelismo, discipulado, etc.) de modo que, com a morte de seus líderes não havia pessoas aptas para os substituírem. Igreja sem ministérios, uma igreja sem líderes. Igreja sem líderes, uma igreja vulnerável. Igreja vulnerável, uma igreja derrotada. Igreja derrotada, uma igreja sem o Espírito Santo. Deus não patrocina o fracasso.

Egocentrismo. As igrejas antigas possuem divisões nos bancos, algumas em forma de camarotes, que eram adquiridos por pessoas importantes, sempre nos primeiros assentos. Os demais teriam que se contentar em ficar nos mezaninos ou nos fundos;

Igrejas controladas por homens. Muitos ricos construíam suas próprias igrejas e se tornavam líderes delas, ao contratarem um pastor, ele deveria obedecer a suas regras. Algumas igrejas dispõem de recursos para contratarem um pastor, mas não o fazem porque querem ditar as regras;

Vaidades pessoais. O envaidecimento das pessoas começou afastar novos conversos, que viam a igreja como uma sociedade fechada. Os estranhos eram notados, algumas vezes não eram bem vindos;

Intrigas. Os interesses pessoais e familiares causaram muitas brigas na igreja, que deixou de ser vista como casa de oração e se transformou em ‘point’ onde as pessoas se encontravam para discutir sobre questões de interesses pessoais.

A IGREJA BRASILEIRA CORRE OS MESMOS RISCOS. O QUE FAZER?

Ignorar o presente é sofrer no futuro. Muitas igrejas atraem somente adultos para suas reuniões, não se preocupam em alcançar as crianças, certamente elas envelhecerão e não terão sucessores;

Deus deve ocupar o centro de nossas vidas. O espírito dos ‘sem igrejas’ vem crescendo no País, as pessoas se julgam cristãos evangélicos não praticantes, a exemplo do catolicismo;

A igreja deve ser vista como uma família e um só corpo. Quando a vaidade controla as pessoas, a liderança e ministérios surgem disputas internas que resultam no esfriamento espiritual e distanciamento de Deus. Há muitos líderes mortos espirituais à frente de ministérios locais. Onde há disputas e vaidades reinando, Deus estará ausente;

Igreja não é lugar para evangelização. Isso pode soar estranho para alguns, mas a igreja é o porto seguro, casa de refúgio, dispensa celestial para os que já conhecem a Cristo, com raras exceções. Se quisermos alcançar os descrentes precisamos ir ao seu encontro, significa invadir o território inimigo e resgatar aqueles que estão em prisões para Cristo;

Conhecimento e graça caminham juntos. O conhecimento humano e teológico é importante porque nos coloca a par do que Deus já revelou através das escrituras e da história para sua Igreja. Mas, se não tivermos a graça de Deus sobre nós seremos apenas um acervo (biblioteca) ambulante;

Oração é fundamental para manter acesa a chama do avivamento. Quando deixamos de orar, por mais conhecimento que tenhamos não dispomos da força necessária para vencer os inimigos. Na oração Deus revela seus desígnios para nós e ensina-nos como agir.

O caminho para o avivamento. Não existe avivamento sem o Espírito Santo, pode existir igreja legal, pastor legal, mensagem legal, mas avivamento só ocorre quando há manifestações claras do Espírito Santo através de:

1º.   Confissão aberta de qualquer pecado não confessado;

2º.   Abandono de práticas pecaminosas;

3º.   Desejo em obedecer a voz do Espírito Santo;

4º.   Confissão de Cristo abertamente (não me envergonho do evangelho);

5º.   Manifestações dos dons (línguas, profecias, revelações, visões, curas, etc.).

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