Chamados para liberdade em Cristo


somos livres em CristoGálatas 5.1

Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão. RA

Cristo nos libertou para que nós sejamos realmente livres. Por isso, continuem firmes como pessoas livres e não se tornem escravos novamente. NTLH

 

AFINAL DE CONTAS O QUE SOMOS – LIVRES OU ESCRAVOS?

 

A Bíblia afirma que somos servos de Deus (Lc 17.10; At 16.17; Rm 6.16,18; II Co 4.5; etc). Romanos 6.22 (RA) Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna.”

Para sermos livres, temos que ser servos? Isso significa que a liberdade cristã não é total, mas que está condicionada a nossa posição em relação a Cristo e sua vontade.

Então, o que significa liberdade em Cristo? Vivemos em um mundo que foi criado e é mantido por Deus, significa que não há liberdade plena no sentido de viver sem o domínio de Deus. Quando vivemos em Cristo a nossa liberdade representa ser tudo o que Deus deseja que sejamos.

Duas forças imperam no mundo: a bondade que provém de Deus, Senhor e criador de todas do universo; a maldade procedente das forças ocultas e espirituais que habitam as regiões celestes.

A liberdade cristã pode se comparar a vida conjugal entre duas pessoas casadas: elas são pessoas distintas, ligadas por uma aliança entre elas, livres em relação um ao outro com direito a amar outras pessoas, contanto que não seja o amor conjugal.

Liberdade cristã significa compreender que fomos criados por Deus para sermos servos obedientes a sua vontade. O problema ocorre quando pessoas decidem querer ser livres, sem se submeter a Deus, isso nunca será possível. dois senhores e temos que decidir a qual deles queremos servir.

A nossa escolha decidira se de fato somos ou não livres. A pessoa que age sem o domínio da graça de Deus está condenada a frustração. Vejamos alguns caminhos pela busca da liberdade sem Deus:

 

1. Autonomia Financeira

Embora a maioria negue, muitas pessoas buscam no enriquecimento um sentido de liberdade: sem patrão; sem dividas; garantia financeira; boa aposentadoria; etc. Quando a pessoa trabalha incansavelmente pela aquisição de riquezas, fica clara a sua intenção de conquistar independência financeira e conseqüentemente sua liberdade.

Não se trata de condenar os trabalhadores que se esforçam para adquirir as condições básicas necessária para garantir sua sustentabilidade, mas é engano considerar que o enriquecimento trará liberdade. Nós vivemos dentro de um sistema e não há como se libertar dele. Mas, não é sobre isso que estamos abordando.

O enriquecimento propicia melhoria ao estilo de vida das pessoas, mas não as libertam totalmente, porque a liberdade é um conceito que passa pela mente e alma do ser humano. A liberdade não se baseia nos bens que você possui, mas no que você sente em relação a eles e a vida.

A riqueza pode tornar-te dependente, refém do medo de perder seus investimentos numa aplicação, ser roubado, seqüestrado, mudanças na política econômica, etc.

 

2. Descompromisso

Numa conversava com um casal que moravam juntos há mais de 25 anos, com filhos, netos e bens adquiridos ao longo da união, perguntei-lhe porque não se casavam legalmente e o homem respondeu: “ainda não temos certeza se queremos viver juntos pra sempre, vai que a gente decide se separar, sem estar casado é mais fácil…”

Uma questão comum em nossos dias, exemplos: funcionários que não se comprometem com a filosofia da empresa em que trabalham para não ficar preso a ela; jogadores de futebol que trocam de clubes visando apenas vantagens financeiras; crentes que trocam de igreja a todo instante; políticos que trocam de partidos; etc. Falta às pessoas amor aos seus ideais, se é que existem.

A liberdade só existe quando a colocamos em prática. Quem não se compromete não faz, na verdade, coisa alguma. O comprometimento com alguém ou alguma coisa é que nos trará a liberdade. É saber que você decidiu por um relacionamento porque é livre, que vai para a segunda divisão com seu time porque é livre; que é membro de uma igreja porque é livre, etc.

Quando assumimos um compromisso real com Cristo, somos livres do pecado, da alienação, da culpa, da vaidade, da morte eterna, etc. Mas, lembre-se, somos livres para viver em Cristo e não para pecar contra o Senhor. Somos livres para amar e não odiar, nós somos livres para seguir o caminho que Deus designou para nós.

 

3. Rejeição ao passado.

Não se trata de viver do passado, mas conservar determinados padrões morais e espirituais relevantes. O presente é maravilhoso e o futuro será melhor ainda, se observarmos cautelosamente para valores e tradições ensinados no passado, responsáveis pela boa ordem no mundo.

  • O que seria do mundo sem as leis?
  • O que seria da igreja se a Bíblia fosse desrespeitada?

Quando o assunto é a ética a situação se complica mais ainda, as pessoas desejam tudo que for contrário, irresponsável e agressivo à culturas passadas. Contudo, não podemos anular a lei e a ordem simplesmente porque não foram constituídos pela atual geração. Seria o mesmo que rejeitar a Deus por considerarmos que Ele não tem lugar na sociedade atual.

Ninguém pode ignorar o seu passado e simplesmente negligenciá-lo, não somos criadores de nós mesmos, autônomos e independentes a ponto de dizer que não precisamos de Deus, dos valores éticos e morais ensinados por nossos pais e através da Bíblia.

Todos nós temos que prestar contas a alguém – nossos pais, nossos chefes, nossos líderes, nossos professores, nosso governo, a Deus, etc. Portanto, ser livre não significa rejeitar tudo que consideramos como passado, mas ter uma mente capaz de absolver tudo que o passado teve de melhor, adaptando-o à conduta que devemos ter diante de Deus e dos homens.

 

4. Insubmissão à autoridade

Essa é outra forma que muitos buscam para encontrar a liberdade, fora dos padrões divinos. Tornar-se insubmisso às autoridades é o mesmo que desrespeitar a Deus, pois toda autoridade humana vêm dele (Rm 13.1,12).

Deus estabeleceu um padrão para que o homem fosse livre, isso requer submissão a sua vontade que certamente é a melhor para o ser humano e visão sua redenção eterna.

 

QUAL O PENSAMENTO DE DEUS ACERCA DA LIBERDADE?

A liberdade é possível, ela existe e está acessível a qualquer pessoa que se submeta a graça revelada por Jesus Cristo. Ele declarou que: “Todo aquele que comete pecado é servo do pecado” (Jo .34b). Portanto, como todos são pecadores, significa que a liberdade só pode ser alcançada através da obediência a Palavra de Deus.

O problema é que devido a queda ocorrida no Éden, o homem perdeu a capacidade de obedecer a Deus. O pecado o tornou rebelde e escravo de seus erros. Ainda que às vezes, querendo ser correto, é comum as pessoas errarem por causa de sua natureza escravista.

Somente Cristo pode nos libertar – “Se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8.36). Através dele podemos cumprir o destino para o qual Deus criou cada um de nós.

Por meio de Jesus alcançamos três tipos de liberdade:

1. Liberdade de consciência

Por Cristo somos libertos da condenação eterna. Não existe liberdade se ela não nascer na consciência da pessoa, esse é o tipo de liberdade que somente Jesus pode oferecer.

Somos incapazes de produzir o bem aos olhos de Deus. Nascemos pecadores, inclinados a fazer o que é errado, dignos de condenação eterna e morte, se julgados justamente.

Ao olhar para Jesus descobrimos que: Nossas culpas foram pagas por Ele, a sentença que nos condenava foi tirada. Uma pessoa revestida da graça de Deus é como se nunca houvesse pecado. Se eventualmente infligirmos a Lei de Deus e nos arrependermos, Jesus reverte a situação e devolve nosso acesso à presença de Deus.

Paulo acreditava ser um fiel cumpridor da Lei até o dia em que teve um encontro com Jesus, então ele descobriu que para alcançar a justiça divina precisava de algo mais: Jesus. Ele escreveu aos Romanos 8.1 declarando: “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito”.

Ao defender a justificação pela fé, o apostolo Paulo acrescenta: Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do julgo da servidão” (Gl 5.1).

 

2. Liberdade para obedecer

O livro de Romanos cap. 8 descreve sobre a batalha de Paulo contra os desejos de sua natureza adâmica e os desejos de sua nova natureza em Cristo.

Jesus veio para libertar as pessoas da escravidão do pecado. Cabe a nós decidirmos sobre obedecer a Deus ou não.

Se obedecermos a Palavra de Deus, encontraremos a liberdade: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos;  e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8.31b,32

A declaração de Jesus provoca indignação entre seus ouvintes: “Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis livres?” João 8.33

Eles haviam sido escravos por 430 anos no Egito, em outras ocasiões por períodos menores e no cativeiro babilônico 70 anos. No período de Jesus o povo estava sob jugo dos romanos. De alguma forma eles foram sensibilizados com a idéia de liberdade que Jesus falara. Havia uma falsa sensação de liberdade entre o povo.

Jesus não estava se referindo a liberdade política, ele respondeu-lhes: “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado… Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.João 8.34, 36.

A liberdade que Jesus está se referindo é conseqüência da nova natureza obtida através de Cristo. A pessoa decide obedecer a Deus espontaneamente e não forçada como a Lei requeria, ela o faz pelo simples desejo em agradar ao seu Deus. A Lei perde o seu valor? De modo algum, ela nos mostra o que agrada ao Senhor, mas deixa a critério de cada pessoa obedecer ou não.

A liberdade de obediência explica a razão porque rejeitamos determinadas coisas, embora a Bíblia não seja explicita em proibi-las, exemplo: fumar ou não fumar; ir a determinados lugares ou não; assistir certos filmes ou não; tomar certas bebidas ou não; etc. Se buscarmos esclarecimentos para cada questionamento que tivermos sobre o que fazer ou não fazer, então perderemos a liberdade à que Jesus nos concedeu e anulamos a sua obra na cruz.

 

3. Liberdade de conhecimento

A terceira área da liberdade que alcançamos em Cristo está relacionada diretamente as outras duas – a liberdade de conhecimento.

O conhecimento adquirido acerca de nossos pecados e do reconhecimento da graça revelada por intermédio de Jesus Cristo nos conduz a salvação eterna. Assim, iniciamos nossa jornada na vida cristã.

Na medida em que descobrimos a graça de Deus e como ela se revela em Jesus, naturalmente somos inclinados a continuar aprendendo sobre as coisas de Deus.

Quanto mais conhecemos ao Senhor, maior o nosso conceito sobre liberdade que o conhecimento divino propicia. Lembre-se, João 8.32: “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

Fazendo um paralelo com a vida profissional: A pessoa mais qualificada, com mais estudos e conhecimento conquista as melhores oportunidades, ao passo que, aquela pessoa que possui baixa qualificação conseguirá no máximo um emprego que garanta sua subsistência. Porém, não conseguirá entender muitas informações por causa de sua limitação.

Espiritualmente falando, quem não procura conhecer a Deus e desenvolver-se espiritualmente, corre risco de aterem-se a enganos, superstições e preconceitos. Somente aqueles que buscam o conhecimento do Senhor crescerão em liberdade.

Não esqueça. A verdadeira liberdade em Cristo envolve: consciência, obediência e conhecimento. Não sejamos escravos, mas livres por Jesus.

 

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