Até que Ele venha …


Jesus voltaraDe maneira que, cada vez que vocês comem deste pão e bebem deste cálice, estão anunciando a morte do Senhor, até que ele venha. – I Coríntios 11.26

O significado da Santa Ceia

A Santa Ceia é um dos dois sacramentos ordenados por Jesus à igreja, o outro é o batismo, conforme Mateus 28.19. Ela é um memorial, celebrado em memória da morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo.

Toda pessoa que professa a fé cristã, a demonstra através desses sacramentos: primeiro a pessoa se batiza e consequentemente passa a participar da Ceia do Senhor, conhecida como comunhão entre os santos.

1º.   Jesus ensinou que o pão e o vinho representam o seu corpo e sangue, oferecidos para a remissão de nossos pecados para que uma nova aliança fosse firmada entre Deus e os homens (Mateus 26.26-30);

2º.   Jesus lembrou que todas as vezes que praticássemos esse ato, deveríamos fazer em memória Dele (Lucas 22.19);

3º.   Já o apóstolo Paulo, sob a inspiração do Espírito Santo, acrescente que todas as vezes que praticarmos a Santa Ceia, devemos anunciar a morte do Senhor até que Ele venha (I Coríntios 11.26).

Essas razões já são suficientes para que todo cristão reconheça a importância da Ceia do Senhor como um sacramento a ser obedecido. Não se trata apenas de um momento prazeroso de comunhão entre os santos, mas de uma responsabilidade de todo aquele que pratica a fé cristã e um exemplo para as pessoas que desejarem saber sobre o nosso relacionamento de fé com Jesus (I Pedro 3.15) – “Tenham no coração de vocês respeito por Cristo e o tratem como Senhor. Estejam sempre prontos para responder a qualquer pessoa que pedir que expliquem a esperança que vocês têm.”

 

Como praticar a Santa Ceia

Outro ponto importante sobre a Santa Ceia, diz respeito ao ato, como devemos praticá-lo. A Palavra de Deus é claro sobre isso em I Coríntios 11.27,30 vejamos: “27 Por isso aquele que comer do pão do Senhor ou beber do seu cálice de modo que ofenda a honra do Senhor estará pecando contra o corpo e o sangue do Senhor… 30 É por isso que muitos de vocês estão doentes e fracos, e alguns já morreram.”

1º.   O simbolismo que envolve a Ceia. Precisamos entender que o ato da Santa Ceia é simbólico e deve ser praticado pela igreja, ou seja, pelas pessoas que professam a fé em Cristo. Portanto, as pessoas que não querem seguir a Cristo não podem participar da Ceia.

Quando Jesus disse que deveríamos praticar a Ceia em memória Dele, subentende-se que devemos lembrar não somente do Cristo que foi escarnecido, machucado, humilhado e crucificado por nossos pecados, mas também devemos lembrar-nos do Cristo glorificado que ressuscitou e está à direita de Deus intercedendo por nós e um dia irá voltar. Esse Cristo é representado na terra pela sua Igreja, os descrentes não entendem essa verdade e por isso não fazem parte da igreja.

2º.   Em segundo lugar, não há um período determinado para que essa prática seja repetida. Eu entendo que quanto mais vezes cearmos, melhor será para a nossa vida espiritual, considerando que todas as vezes que nos reunimos para a Santa Ceia, devemos examinar-se a nós mesmos (I Co 11.28), certamente nos arrependermos dos pecados praticados e lançar em Jesus a esperança de nossa redenção.

Quando o apostolo Paulo diz: “Portanto, meus irmãos, quando vocês se reunirem para a Ceia do Senhor, esperem uns pelos outros.” (I Co 11.33), podemos entender também que a Ceia deveria ser praticada com calma, sem pressa, dando a oportunidade para que todos reunidos se arrependessem e praticassem junto o exercício da comunhão.
Anunciem a morte do Senhor

Qual o grande objetivo da Santa Ceia? Que continuemos anunciando a morte do Senhor até que Ele volte.

Qual o significado da morte do Senhor para nós? Não podemos anunciar uma coisa que não compreendemos seu significado. Quando Paulo diz que cada pessoa deve examinar-se a si mesmo, compreendo que ele estava se referindo a essa questão, sobre a qual nenhum de nós pode ter dúvidas.

Na morte do Senhor está a consumação de todo o plano divino através dos séculos para a redenção da humanidade. Jesus não simplesmente morreu como qualquer outro homem, ele é o cordeiro de Deus que substitui qualquer tipo de sacrifício humano ou animal no processo de redenção.

O reconhecimento da morte de Jesus como parte do plano de redenção nos leva ao conhecimento de que todas as pessoas pecaram e estão impedidas de ter comunhão com Deus. A sua morte é a ponte que se formou, abrindo novamente o caminho para comunhão entre Deus e homem, aceita-la é o único modo para alcançarmos o perdão dos pecados.

O sangue de Cristo derramado representa a vida de um ser perfeito, sem falhas. Ele não era como os outros homens, cheios de pecado, o seu sacrifício foi aceito por Deus como verdadeiro e único.

Jesus abriu mão de sua forma celestial para se tornar um mortal, como descreve Paulo em Filipenses 2.6-8: “6 Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. 7 Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, 8 ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte – morte de cruz.”

Por causa da alegria em redimir a humanidade Ele suportou a humilhação, vergonha e morte na cruz, Hebreus 12.2: “2 Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa. Ele não deixou que a cruz fizesse com que ele desistisse. Pelo contrário, por causa da alegria que lhe foi prometida, ele não se importou com a humilhação de morrer na cruz e agora está sentado do lado direito do trono de Deus.”

Em sua forma humana, Jesus foi tentado como qualquer pessoa, mas resistiu as tentações e se manteve puro, sem pecados, Hebreus 4.15: “O nosso Grande Sacerdote não é como aqueles que não são capazes de compreender as nossas fraquezas. Pelo contrário, temos um Grande Sacerdote que foi tentado do mesmo modo que nós, mas não pecou.

A morte de Jesus nos leva a compreender quem realmente somos. Muitas pessoas no afã de se justificar dizem que são certinhos, fazem o bem, não roubam, nunca mataram, ou etc, é um modo de tentarem de se justificar através das obras. Porém não são as obras que nos justificam totalmente, mas a presença do Espírito Santo e fé na verdade que é Cristo que opera santificação em nós, II Tessalonicenses 2.13b “Pois Deus os escolheu como os primeiros a serem salvos pelo poder do Espírito Santo e pela fé que vocês têm na verdade, a fim de tornar vocês o seu povo dedicado a ele.” Se as nossas obras fossem suficientes, não haveria necessidade do sacrifício de Jesus, bastaria que a pessoa obedecesse alguns princípios legais e tudo estaria resolvido.

A morte de Jesus revela que, se olharmos para a nossa humanidade ninguém é digno de participar da Santa Ceia por seus próprios méritos. I Timóteo 1.15,16: “O ensinamento verdadeiro e que deve ser crido e aceito de todo o coração é este: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior. Mas foi por esse mesmo motivo que Deus teve misericórdia de mim, para que Cristo Jesus pudesse mostrar toda a sua paciência comigo. E isso ficará como exemplo para todos os que, no futuro, vão crer nele e receber a vida eterna.”

Outro detalhe importante é o que Jesus ensinou acerca do pecado: Olhar para alguém e desejar-lhe mal é o suficiente para gerar o pecado, ou seja, o pecado está em nós mesmo que não tenha sido consumado.

Por isso, antes de tomar a Ceia, precisamos nos examinar e buscar no Espírito Santo a santificação. Quando fazemos esse exame em nossa consciência e olhamos para a morte de Jesus, descobrimos que somente através Dele podemos ser perdoados e salvos. O pecado é uma transgressão à justiça divina e passível de punição eterna, somente Jesus pode nos libertar dessa condenação.

Jesus pagou o preço por nossa remissão, mas para alcança-la é preciso compreender o seu sofrimento e a sua morte e aceitar que nós fomos os causadores desse sofrimento e morte. Ao participar da Ceia do Senhor devemos anunciar ao mundo essa verdade e dizer a todas as pessoas que mesmo sendo pecadores, Jesus nos ama e intercede por nós a fim de que sejamos salvos da condenação eterna.

Quando participamos da Ceia do Senhor expressamos de um modo muito especial que temos comunhão com Jesus. Ao tomar o pão e o vinho recordamos e nos asseguramos que somos filhos de Deus, redimidos pelo sangue do cordeiro, íntimos de Deus pelo Espírito Santo e reflexo da imagem divina no mundo.

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