Chamado para ir até o fim!


A história de Daniel e seus compatriotas começa quando Jerusalém é invadida pelo rei Nabucodonosor, no terceiro ano do reinado de Jeoaquim em Judá. O Templo de Deus foi saqueado e muitos objetos foram levados para o templo do deus adorado por Nabucodonosor. Além da agressão religiosa sofrida pelos judeus, alguns jovens príncipes foram levados como prisioneiros de guerra para aprender a língua e cultura dos babilônios e servir aos interesses políticos do rei.

A estadia de Daniel e seus amigos na corte foi marcada, desde o início, por testemunhos de fé e fidelidade à Deus. No primeiro ano eles se negaram a comer e beber alimentos considerados impuros, por causa desse ato depois de um período eles se mostraram mais belos e saudáveis do que os outros jovens príncipes. A atitude desses jovens fez a diferença!

 

Daniel, cheio do Espírito de Deus surpreendeu ao revelar o sonho do rei

O rei Nabucodonosor teve um sonho e como nenhum sábio foi capaz de interpretá-lo ele decidiu matar todos os sábios, inclusive Daniel e seus amigos. Daniel depois de falar com o rei convidou seus amigos para orar e buscar a revelação de Deus.

  • Daniel 2.17,18: Depois, Daniel foi para casa e contou tudo aos seus amigos Ananias, Misael e Azarias. 18 Daniel disse que orassem ao Deus do céu, pedindo que tivesse pena deles e lhes mostrasse o que aquele sonho misterioso queria dizer, a fim de que Daniel e os seus amigos não morressem junto com os outros sábios da Babilônia.

Na mesma noite ele teve uma visão de uma grande estátua (ouro, prata, bronze, ferro e barro) e no dia seguinte voltou a falar com o rei. Daniel revelou o sonho do rei e deu a sua interpretação, por esse ato ter agradado ao rei ele recebeu honrarias e foi venerado na corte, até sacrifícios foram feitos em sua honra. Vimos aqui que o poder da Babilônia começou a seduzir Daniel com seus elogios e honrarias.

  • Daniel 2.46: Então o rei Nabucodonosor se ajoelhou diante de Daniel, e encostou o rosto no chão, e depois ordenou que fossem apresentados a Daniel sacrifícios e incenso.

O rei reconheceu o Deus de Daniel como um ser mais poderoso que outros deuses, mas não lhe presta nenhum culto ou homenagem especial como fez a Daniel.

  • Daniel 2.47: E ele disse a Daniel: – O Deus que vocês adoram é, de fato, o mais poderoso de todos os deuses e é o Senhor de todos os reis. Eu sei que é ele quem explica mistérios, pois você me explicou este sonho misterioso.

O rei queria encantar Daniel com seus presentes e lhe ofereceu um alto posto no primeiro escalão do seu governo, tornando-o governador da província da Babilônia e chefe de todos os sábios. Daniel deixa de ser visto como um escravo qualquer, e passa a ser visto como uma autoridade dentro do reino.

  • Daniel 2.48: Em seguida, o rei colocou Daniel como alta autoridade do reino e lhe deu também muitos presentes de valor. Ele pôs Daniel como governador da província da Babilônia e o fez chefe de todos os sábios do país.

A influência positiva de Daniel junto ao rei beneficiou seus amigos que foram contemplados com altos cargos no reino de Nabucodonosor.

  • Daniel 2.49: A pedido de Daniel, o rei pôs Sadraque, Mesaque e Abede-Nego como administradores da província da Babilônia; mas Daniel ficou na corte real.

Aonde estava Daniel quando seus amigos foram jogados na fornalha ardente?

O capítulo três de Daniel mostra o rei Nabucodonosor tomado pelo endeusamento ego centrista exigindo que todos os súditos do seu reino se prostrem diante da sua imagem. Apenas os três amigos de Daniel mantiveram-se firmes em sua fé e recusaram prestar culto ao rei. Daniel não é citado nesse capítulo, razão pela qual surgem várias teorias sobre a sua ausência em um episódio tão marcante na história bíblica.

Qual a razão de Daniel não ser citado nessa passagem? Vejamos o que dizem os estudiosos:

  • Daniel poderia estar doente ou em viagem a pedido do rei;
  • O rei, por ser amigo de Daniel, decidiu preservá-lo desobrigando-o de se prostrar;
  • Daniel estava na reunião, mas a sua desobediência à ordem do rei só foi vista pelos escravos menores;
  • Daniel tinha um cargo de maior relevância que o desobrigava de cumprir o edito real, ele permaneceu ao lado do rei durante todo o cerimonial;
  • Os acusadores não tiveram coragem em denunciar a Daniel porque ele sabia de coisas ilícitas que eles praticavam e por isso não quiseram se comprometer.

Há muitas outras razões que podem ser citadas como justificativas para a ausência de Daniel nessa cerimônia. Eu penso em outra possibilidade que pode chocar os fãs de Daniel que defendem sua integridade a todo custo como se fosse incapaz de cometer qualquer pecado contra Deus.

Eu penso que Daniel foi envolvido pela cultura babilônica a partir do momento em que ele recebeu culto em sua honra, desde aquele momento Daniel passou a ter um pensamento mais politizado e menos fundamentalista das questões religiosas.

Devemos ter o cuidado com presentes e honrarias que recebemos vindo do mundo, pois o diabo é especialista em criar situações que no futuro te deixará de mãos atadas e impossibilitado para tomar decisões radicais. Para Daniel ajoelhar-se numa cerimônia em homenagem ao rei não seria pecado, visto que ele já fora homenageado do mesmo modo no passado.

O testemunho pessoal dos três jovens judeus reativou o espírito adormecido em Daniel.

Quando o rei ficou sabendo que os jovens judeus não se prostraram diante da sua imagem, ele lhes deu uma segunda chance para negar a Deus e desafia a Deus dizendo: “… E quem é o deus que os poderá salvar? ” (Daniel 3.15).

A fé determinante dos jovens hebreus e a resposta dada ao rei é um grande exemplo de como devemos nos mostrar quando somos desafiados acerca da nossa fé.

  • Daniel 3.16-18: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam assim: – Ó rei, nós não vamos nos defender. 17 Pois, se o nosso Deus, a quem adoramos, quiser, ele poderá nos salvar da fornalha e nos livrar do seu poder, ó rei. 18 E mesmo que o nosso Deus não nos salve, o senhor pode ficar sabendo que não prestaremos culto ao seu deus, nem adoraremos a estátua de ouro que o senhor mandou fazer.

Eu penso que Daniel teve alguma influência nesse episódio, embora não seja citado foi ele o responsável pela nomeação desses jovens a cargos importantes no governo de Nabucodonosor. Eu penso que Daniel estivesse por perto quando o rei se enfureceu com a resposta daqueles jovens e mandou aquecer a fornalha sete vezes mais.

Os três jovens foram lançados na fornalha ardente, os soldados que lançaram os jovens no fogo foram mortos por causa do calor, mas os três jovens não foram queimados. Alguém observou que além dos três havia um quarto homem com aspecto divino dentro da fornalha. O rei descrente gritou próximo a fornalha para que os três saíssem para fora, a Bíblia diz:

  • “e todas as autoridades (eu incluo Daniel) que estavam ali chegaram perto deles e viram que o fogo não havia feito nenhum mal a eles. As labaredas não tinham chamuscado nem um cabelo da sua cabeça, as suas roupas não estavam queimadas, e eles não estavam com cheiro de fumaça. Daniel 3.27.

A atitude do rei é diferente de quando Daniel revelou o seu sonho, ele não oferece honrarias ou culto aos jovens porque já conhecia a fé deles, por isso ele reconhece Deus como o grande e soberano.

  • Daniel 3.28-29: O rei gritou: – Que o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja louvado! Ele enviou o seu Anjo e salvou os seus servos, que confiam nele. Eles não cumpriram a minha ordem; pelo contrário, escolheram morrer em vez de se ajoelhar e adorar um deus que não era o deles. 29 Por isso, ordeno que qualquer pessoa, seja qual for a sua raça, nação ou língua, que insultar o nome do Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja cortada em pedaços e que a sua casa seja completamente arrasada. Pois não há outro Deus que possa salvar como este.

Os três jovens são honrados, mas rejeitam o culto a si próprio. Eles são colocados em cargos mais relevantes na província da Babilônia. Depois desse episódio eles não são mais citados pois o que Deus queria naquele momento era mostrar para Daniel quais são os resultados alcançados por aqueles que acreditam em Deus e não cedem as pressões malignas da grande babilônia e seu rei.

 

Deus usa o testemunho pessoal de outras pessoas para despertar a nossa chamada e confiança nele

Daniel era o escolhido por Deus para testemunhar a sua grandeza e poder na Babilônia e ele o fez muito bem no início da sua história, mas em algum momento Babilônia o seduziu e corrompeu a sua fé a ponto de não ser lembrado em um episódio histórico como o capítulo três do seu livro. Aonde estava Daniel? Essa pergunta somente será respondida na eternidade.

O que chama a atenção é que depois do episódio envolvendo os três amigos de Daniel vimos um profeta restaurado, revelando sonhos e recebendo revelações profundas sobre o futuro do seu povo.

Daniel mudou para melhor, a sua fé foi renovada. No capítulo seis encontramos Daniel sendo julgado e condenado, durante o reinado de Dario, por orar a Deus e recusar obedecer um edito real que proibia qualquer petição a qualquer deus que não fosse o rei.

Daniel não temeu, foi corajoso e desceu a cova dos leões. Quando o rei Dario tirou Daniel da cova não houve qualquer honraria ou culto a Daniel, mas somente ao Senhor Deus. O reconhecimento de Daniel foi por servir ao Deus vivo.

  • Daniel 6.26,27: Eu ordeno que todas as pessoas do meu reino respeitem e honrem o Deus que Daniel adora. Pois ele é o Deus vivo, que vive para sempre. O seu reino nunca será destruído; o seu poder nunca terá fim. 27 Ele socorre e salva; no céu e na terra, ele faz milagres e maravilhas. Foi ele quem salvou Daniel, livrando-o das garras dos leões.”

Daniel aprendeu a confiar inteiramente em Deus e foi preservado até que toda a revelação lhe fosse confiada. O Senhor lhe Deus grandes revelações e lhe mostrou a sua glória. Daniel tornou-se um homem de oração em favor do povo, o Senhor lhe garantiu uma herança incorruptível no final da sua jornada.

  • Daniel 12.13: – E você, Daniel, continue firme até o fim. Você morrerá, mas no fim ressuscitará para receber a sua recompensa.

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