Estou fazendo uma grande obra!


O livro de Neemias registra a história do 3º grupo que retorna a Jerusalém após o cativeiro, contando como os muros foram reconstruídos e o povo renovado em sua fé:

  • 1º grupo Zorobabel (538 ac);
  • 2º grupo Esdras (458 ac);
  • 3º grupo Neemias (445 ac)

Neemias era um homem de oração.  Em cada perigo, em cada dificuldade, e ainda mais em cada crise, elevava orações ao céu:

  • Diante das criticas de Sambalate e Tobias, ele orou, Ne 4.4,9;
  • Quando Sambalate e Tobias derem dinheiro a Semaías para desencorajá-lo, ele orou, Ne 6.14;
  • Quando ele restaurou o Templo e trouxe de volta aos seus ofícios os levitas e músicos, ele orou, Ne 13.14;

Neemias teve uma visão da necessidade do povo em Jerusalém e com oração, dependência de Deus e administração minuciosa conseguiu autorização e dinheiro do rei para construir os muros de Jerusalém. Seus sonhos se tornaram realidade em apenas 52 dias (Ne 6.15-16).

Neemias era um homem cauteloso com suas palavras, ele não declarou as pessoas (oficiais, judeus, sacerdotes, nem aos nobres) o motivo de estar ali e o que Deus tinha posto em seu coração no primeiro dia. A noite secretamente visitou as ruínas da cidade e viu os muros derrubados e as portas que foram consumidas pelo fogo, no dia seguinte convocou o povo para lhes mostrar o quadro real que se encontravam.

Depois de verificar quais eram as necessidades do povo e da Cidade, ele convidou a todos para iniciarem uma grande obra de reconstrução dos muros da cidade e, enfim, declarou a sua missão e o apoio que recebeu do rei. O povo reagiu satisfatoriamente e iniciaram a obra de reconstrução. Porém, Sambalate, Tobias e Gésem zombavam e desprezavam os trabalhadores e ainda os acusava de estarem se rebelando contra o rei. A resposta de Neemias (2.20) “Eu respondi: O Deus do céu nos dará sucesso. Nós somos servos dele e vamos começar a construir…”

Neemias era um homem de visão e sabia o que queria quando falou ao rei, a sua incursão nas ruinas da cidade tinham o propósito de identificar as prioridades, por onde ele deveria começar. Neemias pede madeiras para: Fazer os portões da fortaleza que protege o Templo; para fazer as muralhas da cidade; para fazer a casa onde eu iria morar. Ele também sabia que os maiores inimigos de Neemias estavam em Samaria, Amom e outras províncias próximas à Judéia, por isso pediu amparo especial e documentos reais que autorizassem sua viagem.

Nessa época a cidade de Jerusalém não tinha lideres, não havia uma pessoa única que exercesse autoridade, a não ser a vários funcionários denominados “oficiais” (funcionários nomeados) e “nobres” (chefes de famílias). Os administradores da cidade provavelmente eram os homens que tinham participado da reconstrução do muro.

 

AS ESTRATÉGIAS DOS INIMIGOS DE NEEMIAS

  • Pensamentos de ira, zombaria, subestimação e descaso (4.1,2) – Quando Sambalate soube que os judeus estavam reconstruindo as muralhas, ficou furioso e começou a caçoar de nós. 2 Diante dos seus companheiros e do exército dos samaritanos, ele disse: – O que é que esses judeus miseráveis estão fazendo? Será que eles pretendem reconstruir a cidade? Será que eles pensam que, oferecendo sacrifícios, poderão acabar o trabalho em um dia? Será que dos montões de entulho e das pedras que foram queimadas eles podem tirar pedras para a construção?
  • Não acreditavam na capacidade de superação dos judeus (4.3) – Que tipo de muralha eles poderão construir? Até mesmo uma raposa poderia derrubá-la!
  • Pensavam em atacar Jerusalém e causar confusão entre o povo (4.8) – se reuniram e combinaram que viriam juntos atacar Jerusalém e provocar confusão.
  • Eles queriam causar medo e preocupação no povo (4.14) – Eu vi que o povo estava preocupado e por isso disse a eles, e às suas autoridades, e aos seus oficiais: – Não tenham medo dos nossos inimigos. Lembrem como Deus, o Senhor, é grande e terrível e lutem pelos seus patrícios, pelos seus filhos, suas esposas e seus lares.
  • Causaram intrigas entre os judeus e caçoavam deles porque seus nobres estavam explorando as pessoas mais pobres e tratando-os como escravos (5.1-10) – 9 Então eu disse: – O que vocês estão fazendo é errado! Vocês deviam temer a Deus e fazer o que é direito, em vez de dar aos nossos inimigos, os não-judeus, razão para caçoar de nós. 10 Eu, e os meus companheiros, e os homens que trabalham para mim temos emprestado dinheiro e trigo ao povo. E agora vamos perdoar essa dívida.
  • Eles tentam uma aliança com Neemias convidando-o para uma conversa no Vale de Ono com intuito de fazer-lhe mal (6.1,2) – Sambalate, Tobias, Gesém e o resto dos nossos inimigos souberam que nós havíamos terminado de reconstruir a muralha e que não havia mais brechas nela, embora ainda não tivéssemos colocado os portões nos seus lugares.2 Então Sambalate e Gesém me mandaram um recado. Eles queriam que eu fosse me encontrar com eles num dos povoados do vale de Ono. Mas a intenção deles era me fazer algum mal.
  • Os inimigos acusam Neemias de conspirar contra o rei e tentar causar-lhe medo para que pare a obra (6.6,7) – A carta, que estava aberta, dizia: “Gesém me disse que entre os povos vizinhos está correndo um boato. Dizem que você e os judeus pretendem fazer uma revolução e que é por isso que estão reconstruindo a muralha. Ele disse também que o seu plano é se tornar o rei deles 7 e que você já arranjou alguns profetas para dizerem em Jerusalém que você é o rei de Judá. O rei Artaxerxes certamente vai saber disso, e por isso proponho que nós dois nos encontremos para conversar a respeito dessa situação.”
  • Os inimigos dão dinheiro Semaías para convencer Neemias se refugiar no Templo para ser acusado de profanação (6.12,13) – Quando comecei a pensar nesse assunto, compreendi que Deus não havia falado com Semaías e sim que Tobias e Sambalate haviam pago a ele para me dar aquele conselho. 13 Eles lhe deram dinheiro para me fazer ficar com medo e assim pecar. Aí eles poderiam acabar com o meu bom nome e me humilhar.
  • Os inimigos enviavam cartas ameaçadoras constantemente para causar medo em Neemias (6.19) – Na minha frente, falavam das boas coisas que Tobias havia feito e contavam a ele tudo o que eu dizia. E Tobias continuou a me mandar cartas para ver se conseguia me fazer ficar com medo.

 

A REAÇÃO DE NEEMIAS

  • Orou ao Senhor e o povo demonstrou muita motivação para reconstruir o muro (4.4-6) – “Ó nosso Deus, escuta como eles caçoam de nós! Faze que a zombaria caia sobre a cabeça deles mesmos. Que tudo o que eles têm seja roubado, e que eles sejam levados prisioneiros para uma terra estrangeira! 5 Não perdoes o mal que eles fazem e não esqueças os seus pecados, pois insultaram a nós, que estamos construindo.” 6 Então continuamos a reconstruir as muralhas, e logo elas já estavam na metade da sua altura total porque o povo estava animado para trabalhar.
  • Quando soube que os inimigos os atacariam à noite, pôs homens de vigia dia e noite, enquanto trabalhavam o povo cantava – O povo de Judá cantava uma canção assim: “Os carregadores já estão cansados, e ainda há muito entulho para carregar. A construção desta muralha quando vamos terminar? (4.10)
  • O povo estava vigilante. Judeus que estavam entre os inimigos alertavam a Neemias das ciladas de modo que o povo estava sempre preparado para a batalha (4.11-13) – Os nossos inimigos pensavam que nós não poderíamos vê-los, nem saberíamos o que estava acontecendo até que eles já estivessem quase em cima de nós, nos matando e nos fazendo parar o trabalho. 12 E várias vezes os judeus que moravam entre os nossos inimigos vieram nos avisar dos planos que eles estavam fazendo contra nós. 13 Então eu armei o povo com espadas, lanças e arcos e flechas e os coloquei, por grupos de famílias, atrás da muralha, em todos os lugares onde ela ainda não estava consertada.
  • Exortou o povo para a defesa e luta (4.12) – Eu vi que o povo estava preocupado e por isso disse a eles, e às suas autoridades, e aos seus oficiais: – Não tenham medo dos nossos inimigos. Lembrem como Deus, o Senhor, é grande e terrível e lutem pelos seus patrícios, pelos seus filhos, suas esposas e seus lares.
  • O vigia com a corneta ficava perto de Neemias, qualquer movimento suspeito, ele deveria tocar a corneta e o povo deveria se reunir ao lado de Neemias para a batalha (4.18-20) – E todos os que trabalhavam levavam uma espada na cintura. O vigia, que devia tocar a corneta para dar o alarme, ficava perto de mim. 19 E eu disse ao povo, e aos seus oficiais, e às suas autoridades: – O trabalho é muito espalhado, e por isso nós ficamos muito longe uns dos outros nas muralhas.20 Se vocês ouvirem a corneta tocando o alarme, reúnam-se em volta de mim. O nosso Deus lutará por nós.
  • Não dava trégua para o inimigo. Durante a reconstrução do muro os homens ficavam o tempo todo com armas em mãos prontas para a guerra (4.23) – Nem eu, nem os meus companheiros, nem nenhum dos meus empregados ou guarda-costas tirávamos as nossas roupas, nem mesmo para dormir. E todos nós estávamos sempre com as nossas armas nas mãos.
  • Exortou os demais líderes ao arrependimento e ao perdão das dívidas contraídas pelos judeus pobres (5.9-13) – 13 Depois tirei a faixa que usava na cintura e a sacudi. E disse: – É assim que Deus vai sacudir qualquer um de vocês que não cumprir a sua promessa. Deus tirará dele a sua casa e tudo o que ele tem e o deixará sem nada. E todos os que estavam ali disseram: – Amém! Que assim seja! Aí louvaram a Deus, o SENHOR. E cumpriram a promessa que haviam feito.
  • Demonstrou bondade e honestidade. Não quis receber a parte que teria direito como governador, antes, distribuiu suas riquezas, comidas e casa com o povo (5.14-19) – 14 Durante os doze anos em que fui governador da terra de Judá, desde o ano vinte do reinado de Artaxerxes até o ano trinta e dois, nem eu nem os meus parentes comemos a comida a que eu tinha direito como governador… 18 Todos os dias eu mandava preparar um boi, seis ovelhas das melhores e muitas galinhas. E cada dez dias eu mandava vir uma nova remessa de vinho. Mas eu sabia que o povo tinha de trabalhar no pesado; por isso, não pedi o dinheiro da comida a que eu, como governador, tinha direito.
  • Não abriu mão da sua missão e não aceitou conversar com os inimigos (6.3) – Aí eu mandei mensageiros a eles com o seguinte recado: – Eu estou fazendo um trabalho importante e não posso descer até aí. Eu não vou deixar este trabalho só para ir falar com vocês.
  • Quando acusado de traição ao rei por Sambalate, orou a Deus “Agora. Ó Deus! Aumenta as minhas forças” (6.8,9) – Eu mandei a seguinte resposta: – Nada do que você está dizendo é verdade. Foi você quem inventou tudo isso. 9 O que eles queriam era nos meter medo para não continuarmos o trabalho. “Agora, ó Deus, aumenta as minhas forças!
  • Tinha discernimento das coisas espirituais e reconheceu falsidade nos conselhos de Semaías (6.13) – Quando comecei a pensar nesse assunto, compreendi que Deus não havia falado com Semaías e sim que Tobias e Sambalate haviam pago a ele para me dar aquele conselho. 13 Eles lhe deram dinheiro para me fazer ficar com medo e assim pecar. Aí eles poderiam acabar com o meu bom nome e me humilhar.
  • Pediu por justiça a Deus contra seus inimigos (6.14) – Ó meu Deus, lembra do que Tobias e Sambalate fizeram e castiga-os. Lembra também da profetisa Noadias e dos outros profetas que tentaram me fazer ficar com medo.”

 

DEPOIS DOS MUROS CHEGOU A VEZ DO TEMPLO SER RECONSTRUÍDO

  • Os muros estavam reconstruídos, foram marcados os lugares que deveriam estar os guardas, os cantores e os levitas (7.1) – Agora as muralhas estavam reconstruídas, e os portões estavam todos colocados nos seus lugares. Foi marcado o trabalho dos guardas do Templo, dos cantores e dos levitas.
  • O povo está alegre com a conquista e decidem iniciar um novo projeto: a reconstrução do Templo. Resolvem levantar uma grande oferta (7.70-72) – Muitas pessoas deram dinheiro para ajudar a pagar o custo da reconstrução do Templo…
  • O povo é conclamado para se reunir à porta das Águas (8.1-16; portas reconstruídas) para ler a Lei, da manha até o meio dia (8.9,10) – Quando ouviram a leitura da Lei, eles ficaram tão comovidos, que começaram a chorarA alegria que o SENHOR dá fará com que vocês fiquem fortes.
  • Um final feliz (8.12) – Então todos foram para casa, e comeram, e beberam alegremente. E o que eles tinham repartiram com os outros porque entenderam o que havia sido lido para eles.

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