Aliança com mercenários, um grande perigo!


O rei Amazias, filho do rei Joás, começou a reinar em Judá aos 25 anos. No início o seu governo foi bem sucedido por causa do seu senso de justiça e lealdade à Lei do Senhor. No seu primeiro ato como rei ele fez justiça matando os assassinos do seu pai e perdoando seus filhos em obediência a Lei que dizia que os filhos não deveriam pagar pelos crimes dos pais, II Cr 25.3,4. 

Ele começou seu governo ouvindo a voz de Deus, porém após a vitória épica sobre os edomitas ele trouxe da batalha alguns ídolos que se tornaram seus deuses, afastando-o totalmente do Deus de Judá, em consequência desse ato ele se viu abandonado por Deus, foi humilhado publicamente por Jeoás rei de Israel e terminou assassinado pelos seus inimigos.

Não desejo falar sobre o fim trágico de Amazias, o meu objetivo nessa mensagem é falar sobre o início do seu governo quando ele ainda estava com a cabeça em ordem e ouvia os conselhos da parte de Deus. Eu conheci muitas pessoas que começaram sua jornada de fé muito bem, escreveram lindas histórias e realizaram grandes atos, com o tempo se tornaram desobedientes à Palavra de Deus e terminaram seus dias de modo trágico. Se Amazias continuasse ouvindo a voz de Deus através dos profetas o seu reinado seria longo e abençoado, infelizmente ele decidiu viver segundo suas intenções.

 O SEGUNDO ATO DE AMAZIAS

No seu segundo ato, Amazias formou um exército de 300 mil homens para lutar contra os edomitas, não satisfeito ele decidiu contratar mais 100 mil mercenários do Reino de Norte para ajudá-lo na batalha, II Cr 25.5-10. O que aprendo nesse episódio?

  • Vejo um rei jovem, inseguro e medroso. O exército dos edomitas não era tão grande, bastava menos de uma centena de milhares de soldados para derrotá-los em batalha.
  • Vejo um rei preocupado em garantir o futuro do seu povo. Se o reino fosse derrotado o futuro da Nação estaria comprometido;
  • Vejo um rei preocupado em garantir a segurança do povo. O clima de ameaça de guerra poderia comprometer a estabilidade do seu governo;
  • Vejo um rei preocupado em conquistar o respeito do povo. Um exército forte representaria poder e autoridade perante o povo e as Nações vizinhas;
  • Vejo um rei que não mede esforços em fazer alianças que garantam a sustentabilidade do seu governo. Ele usa o dinheiro público para contratar mercenários que pudessem lutar com eles a fim de impressionar seus inimigos.

Em nossos dias a história se repete, muitos líderes fazem alianças com ‘mercenários da fé’ movidos pelos mesmos ideais de Amazias, alguns agem com absoluta ignorância por não conhecerem as Escrituras Sagradas, eles se dispõem a fazer ‘qualquer negócio’ para aumentar seu rebanho, sem considerar se Deus aprova tais alianças.

Precisamos entender que Deus trabalha de modo diferente dos humanos: enquanto nos preocupamos com a aparência, Deus olha os corações; enquanto buscamos impressionar reunindo multidões, Deus busca adoradores.

Eu aprendi nos últimos anos que para ser uma igreja poderosa não necessitamos de estruturas colossais ou pagar para ter artistas que animem nossas reuniões, tudo que precisamos é a presença de Deus em nós, um cristão sincero, piedoso e cheio do Espírito Santo impressiona muito mais do que qualquer mercenário da fé.

MERCENÁRIOS CUSTAM MUITO CARO E SÃO REPROVADOS POR DEUS

O profeta disse ao rei Amazias que Deus não aprovou a sua decisão ao contratar os mercenários, II Cr 25.7,8. Deus rejeitou a aliança, embora Amazias tenha tomado à decisão pensando no bem estar do seu governo e do povo. Às vezes as boas intenções não agradam a Deus porque ele conhece o futuro que nos cerca e sabe o que é melhor para nós, o nosso Deus não se impressiona com boas intenções quando elas estão aliançadas com o mundo.

O rei Amazias investiu o equivalente a US$6.000.000,00 (22milhões de reais) contratando cem mil homens do reino do Norte (Israel) para lutar com o seu exército. Ele estava tão preocupado em impressionar seus inimigos que se esqueceu de consultar o Senhor, antes de tomar a decisão. Eu fico imaginando quantos milhões são consumidos em eventos cristãos com a proposta de impactar e impressionar pessoas, no final só resta dores de cabeça para os organizadores e nenhum resultado positivo para o Reino de Deus.

Infelizmente a decisão errada comprometeu o reinado de Amazias até o fim da sua vida. Ainda bem que ele reconsiderou sua decisão obedecendo ao profeta de Deus evitando que o desastre fosse maior para o Reino de Judá.

Por que Deus desaprovou a aliança com os mercenários?

  • Eles não eram leais, eles lutavam por riquezas, não tinham qualquer comprometimento com os planos de governo de Amazias. O meio cristão está repleto de pessoas que fazem ‘a obra’ pensando em obter alguma vantagem ou lucro pessoal ao contrário do que a Bíblia ensina;
  • A natureza deles era má e se dispuseram lutar com Amazias porque foram pagos, eles não lutavam por amor, honra e lealdade, enquanto que os homens de Judá foram à batalha para garantir o futuro da Nação. Vejamos os exemplos de cantores, pregadores e grupos cristãos que só se apresentam em determinadas igrejas se forem remunerados para dar o show. Não estou dizendo que é errado ofertar para o ministério de alguém que faz a obra de Deus e sim que o pagamento deve ser justo, pois os homens de Judá certamente receberam seus salários enquanto lutavam pela Nação.

O QUE ACONTECE QUANDO OS MERCENÁRIOS SÃO DESAPONTADOS?

guerreiros mercenariosO rei Amazias amargou um grande prejuízo por causa de uma aliança malsucedida (II Cr 25.9), se ele tivesse consultado a Deus antes de tomar qualquer decisão teria economizado alguns milhares de dólares. Agora, ele tinha dois inimigos para vencer: Os edomitas e os Mercenários do Norte.

Os mercenários não tinham qualquer afeição ou amizade por Amazias, eles foram pagos e dispensados sem terem lutado e como resultado se revoltaram injustamente contra algumas cidades de Judá matando três mil pessoas (II Cr 25.10,11). A Bíblia não diz, mas pode ser que o profeta que fez o rei desfazer a aliança morasse numa dessas cidades e decidiram atacá-las em represália ao fracasso da aliança.

Muitos pastores e líderes foram obrigados desfazer de carros e propriedades para bancar despesas assumidas com mercenários da fé convidados para ministrar ou cantar em suas igrejas. No final, o que restou foram contas e mais contas para a igreja pagar, e os mercenários ainda saem perjurando contra a igreja e pastor.

Que a palavra do profeta à Amazias nos leve a confiar mais em Deus, nós podemos conquistar e realizar grandes feitos para o Reino de Deus, cumprir a nossa missão como testemunhas de Jesus sem depender de mercenários que saqueiam a Casa de Deus e destroem a fé do povo. Ouçam o que diz a Palavra de Deus: O SENHOR Deus pode lhe dar muito mais do que isso! 

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