Vá em Paz. Deus te conceda o que pediu!


I Samuel 1.17. Elcana, da cidade de Ramá, tribo de Efraim, era casado com Ana e Penina. Todos os anos eles iam à cidade de Siló para oferecer sacrifícios ao Senhor. Elcana sempre dividia o sacrifício em duas partes, uma para Penina e seus filhos e outra parte para Ana. Portanto, Ana sempre ficava com o dobro porque Elcana a amava muito.

Embora Ana fosse amada por seu esposo, ela se sentia desprezada porque não podia ter filhos. Nessa época era uma desonra para a mulher não gerar filhos e Ana sentia-se desonrada por não ser mãe. Em nosso tempo há muitas maneiras de uma pessoa sentir-se honrada ou desprezada, isso varia de uma cultura e local para outra. A frustração por não alcançar um objetivo comum a outras pessoas pode fazer com que a pessoa se sinta desonrada.

A sua rival, Penina, a provocava e humilhava sempre que iam à Siló. A provocação era tão grande que Ana só ficava chorando e não comia quando estava junto com Penina. Ana era constantemente atormentada pela sua rival, enquanto Penina tinha filhos ela caminhava sempre sozinha. Mesmo contando com o apoio do marido e sendo beneficiada ao receber uma parte maior para sacrificar ao Senhor, nada podia comprar a alegria no coração de Ana. Nenhum dinheiro do mundo pode comprar a alegria de uma pessoa quando seus sonhos são frustrados.

A tristeza de Ana chamou a atenção do seu esposo, ele queria saber o que a deixa triste. Elcana pensava que não haviam motivos para Ana estar triste, ela era amada e sempre ficava com a parte maior na hora do sacrifício, mas Ana não está triste com o seu marido, ela tem um desejo – um sonho, ela quer ser mãe e nada irá fazê-la mudar de ideia. Certa vez Elcana disse: – Ana, por que você está chorando? Por que não come? Por que está sempre triste? Por acaso, eu não sou melhor para você do que dez filhos? (v.8).

Foi numa das viagens à Siló que Ana tomou uma atitude que iria mudar a sua vida de uma vez por toda. Ela estava triste, amargurada e cansada de tanta humilhação, mas não adiantava explicar para seu marido ou qualquer outra pessoa. Então ela decide entre choro e lágrimas apresentar ao Senhor a sua aflição, ela pede que Deus olhe para ela e que não esqueça dela.

Ana está disposta a fazer um voto ao Senhor, ela conhece a lei da semeadura, por isso votou ao Senhor dizendo: Se tu me deres um filho, prometo que o dedicarei a ti por toda a vida e que nunca ele cortará o cabelo. (v. 11).

A sua oração não termina com o voto, ela continua orando e o seu clamor interminável chamou a atenção do sacerdote Eli que notou que seus lábios se mexiam, porém, não havia som algum. Ana estava orando em silêncio, o seu semblante era de choro e lágrimas, não haviam palavras. Eli imaginou que ela estive bêbada.

Quando Eli se aproximou de Ana e falou com ela, teve como resposta que ela estava desesperada, infeliz, sofrendo, orando e contando ao Senhor a sua aflição. Ele libera uma palavra de bênçãos na vida de Ana, essa palavra fez a diferença em sua vida a partir daquele momento, ele disse (v.17): Então Eli disse: – Vá em paz. Que o Deus de Israel lhe dê o que você pediu! 

Bastou uma palavra de Eli para que a esperança brotasse no coração de Ana. Como aquele oficial romano que disse a Jesus – Dê somente uma ordem (apenas manda com uma palavra – RA), e o meu empregado ficará bom (Mt 8.8). No momento em que Ana ouviu a palavra do sacerdote, automaticamente, ela mudou a sua vida. Ela comeu e ficou feliz.

Ana não teve nenhuma prova física no momento em que ouviu as palavras de Eli. Ela apenas creu, levantou-se e comeu e ficou feliz, ela tomou posse daquela palavra e foi embora para a sua casa.

Eu penso que a grande mudança na vida Ana se deu quando:

  • Ela orou ao Senhor;
  • Ela votou ao Senhor;
  • Ela ouviu a Palavra;
  • Ela creu na Palavra;
  • Ela teve atitude ao orar e ao se deitar com seu esposo;
  • Ela cumpriu o seu voto;
  • Ela adorou ao Senhor.

No tempo certo, Ana ficou grávida e teve um filho que chamou de Samuel, ela disse: – Eu pedi esse filho a Deus, o Senhor. (v. 20b). Naquele ano ela não acompanhou o seu marido até Siló, mas o lembrou que tinha feito um voto ao Senhor e quando o menino fosse desmamado ela o levaria para consagrar e entregar ao Senhor.

Quando chegou o tempo determinado, Ana levou o menino à casa do Senhor e o entregou ao sacerdote Eli e disse: – Meu Senhor, juro pela sua vida que sou aquela mulher que o Senhor viu aqui de pé, orando. 27 Eu pedi esta criança a Deus, o Senhor, e ele me deu o que pedi. 28 Por isso agora eu estou dedicando este menino ao Senhor. Enquanto ele viver, pertencerá ao Senhor. Então eles adoraram a Deus ali. (v. 26-28).

Quando Ana entregou o seu filho ao Senhor ela fez a seguinte oração (2.1-10): Então Ana orou assim: O SENHOR Deus encheu o meu coração de alegria; por causa do que ele fez, eu ando de cabeça erguida. Estou rindo dos meus inimigos e me sinto feliz, pois Deus me ajudou. 2 Ninguém é santo como o SENHOR; não existe outro deus além dele, e não há nenhum protetor como o nosso Deus. 3 Não fiquem contando vantagens e não digam mais palavras orgulhosas. Pois o SENHOR é Deus que conhece e julga tudo o que as pessoas fazem. 4 Os arcos dos soldados fortes estão quebrados, mas os soldados fracos se tornam fortes. 5 Os que antes estavam fartos agora se empregam para ganhar comida, mas os que tinham fome agora estão satisfeitos. A mulher que não podia ter filhos deu à luz sete filhos, mas a que possuía muitos filhos ficou sem nenhum. 6 O SENHOR Deus é quem tira a vida e quem a dá. É ele quem manda a pessoa para o mundo dos mortos e a faz voltar de lá. 7 Ele faz com que alguns fiquem pobres e outros, ricos; rebaixa uns e eleva outros. 8 Deus levanta os pobres do pó e tira da miséria os necessitados. Ele faz com que os pobres sejam companheiros dos príncipes e os põe em lugares de honra. Os alicerces da terra são de Deus, o SENHOR; ele construiu o mundo sobre eles. 9 Ele protege a vida dos que são fiéis a ele, mas deixa que os maus desapareçam na escuridão, pois ninguém vence pela sua própria força. 10 Os inimigos de Deus, o SENHOR, serão destruídos; ele trovejará do céu contra eles. O SENHOR julgará o mundo inteiro; ele dará poder ao seu rei e dará a vitória a esse rei que ele escolheu.

O gesto de Ana em entregar o seu único filho ao Senhor resultou em bênçãos maiores sobre a sua vida, de mulher estéril ela se tornou mãe de filhos (2.21) – E o Senhor abençoou Ana, e ela teve mais três filhos e duas filhas. E o menino Samuel crescia no serviço de Deus, o Senhor.

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