Mensageiros de boas novas


Não há tarefa mais nobre do que ser um portador de ‘boas novas’. Pense em alguém que está sujeito a destruição, condenado e sem qualquer possibilidade de salvar-se, nesse momento surge a figura do mensageiro trazendo-lhe boas novas – “você pode ser livrar da condenação e ser salvo, trago comigo uma relação de benefícios que você poderá desfrutar nessa vida e na eternidade se tão somente crer e confessar que Cristo é o teu Senhor”. Pense na alegria dessa pobre alma que acaba de receber uma boa mensagem.

Romanos 10.15 (NTLH) – E como é que a mensagem será anunciada, se não forem enviados mensageiros? As Escrituras Sagradas dizem: “Como é bonito ver os mensageiros trazendo boas notícias!”

Paulo fez o seu manifesto acerca da evangelização e do quão precioso são os pés daqueles que anunciam as boas novas. Ele espera alcançar judeus e gentios para que sejam salvos e só existe uma maneira de fazer isso – a evangelização. Paulo apresenta alguns pontos importantes sobre o tema que iremos estudar:

  1. Evangelizar é necessário, não há outra maneira para tornar a graça de Deus conhecida.
    • Se não houver mensageiros dispostos a ir e anunciar o evangelho, as pessoas continuarão perdidas. Todos pecaram e todos foram separados da glória de Deus, o pecado distanciou as pessoas de Deus e a única maneira de voltarem à comunhão com Deus é através da invocação (Rm 10.13); para invocar, as pessoas precisam conhecer Deus, elas precisam ouvir falar sobre Deus ou continuarão perdidas.
  2. O alvo da evangelização é que toda raça humana ouça o evangelho.
    • – Paulo sentia-se privilegiado por ser um portador de boas novas para todas as Nações, Rm 1.5; 16.26; a sua mensagem era a mesma para os gentios e judeus, não havia discriminação ou preconceito em relação a qualquer classe de pessoas; a mensagem não faz distinção em relação ao pecado (3.22ss) ou a salvação – Jesus é o único caminho.
  3. A motivação da evangelização é o amor e desejo no coração do mensageiro.
    • O amor de Paulo pelos judeus impediu que ele os ignorasse por terem rejeitado a Cristo. Dr. Lloyd-Jones afirmou que: “Paulo não manifesta qualquer sinal de mágoa contra eles. Não há a menor evidência de desprezo em relação a eles. Ele não os repudia, não os denuncia nem os agride, ou sequer mostra-se irritado com eles.”
    • – Paulo demonstrou muita angústia pelo fato dos judeus estarem perdidos, Rm 9.2,3b: “Sinto uma grande tristeza e uma dor sem fim no coração 3 por causa do meu povo, que é minha raça e meu sangue…”
    • – Paulo declarou seu desejo que os judeus fossem salvos, Rm 10.1: Meus irmãos, desejo de todo o coração que o meu próprio povo seja salvo. O evangelismo que não é movido por esse mesmo amor não é autêntico.
  4. A natureza da evangelização é compartilhar com outras pessoas as boas novas.
    • – Evangelizar é mostrar as pessoas que existe um Deus que se importa com elas e que deseja ser o Senhor delas nessa vida e na eternidade; é falar do amor de Cristo que viveu, morreu e ressuscitou por nós e que pode ser alcançado somente pela fé, Rm 10.9: “Se você disser com a sua boca: “Jesus é Senhor” e no seu coração crer que Deus ressuscitou Jesus, você será salvo.”.
  5. Evangelizar é apoiar e enviar mensageiros
    • Para que alguém invoque o nome de Jesus a pessoa precisa crer; para que a pessoa creia é necessário conhece-Lo; o conhecimento é alcançado quando alguém fala e ensina sobre Jesus; quem crê e conhece, invoca o Cristo verdadeiro. Embora todo cristão esteja comprometido com a evangelização, existem pessoas que são chamadas e vocacionadas por Deus especificamente para esse propósito, como igreja é nosso papel ajuda-los.
  6. A evangelização irá atrair bênçãos para os salvos e despertar ciúmes nos descrentes.
    • A salvação transforma e trazem bênçãos inimagináveis na vida do convertido, algumas pessoas descrentes ficam enciumadas quando vê alguém que foi salvo receber tantas bênçãos. O pastor batista Robert Robinson falando sobre a sua conversão em 1752, aos dezessete anos, escreveu: “Eu fui por pena dos pobres metodistas iludidos; mas saí de lá com inveja da felicidade deles”.
  7. O sucesso na evangelização depende da soberania de Deus
    • – Há duas maneiras comuns que geralmente usamos para evangelizar: oração (Rm 10.1) e a pregação que é o ato de compartilhar boas novas as pessoas (Rm 10.14). Independente da maneira como você evangeliza, o ideal seria associar as duas, todo cristão tem a responsabilidade de fazer com que o evangelho seja anunciado em todo o mundo, a fim de que todos tenham a chance de vir a Cristo
    • O que garante o nosso sucesso na evangelização não são os métodos, mas a soberana graça de Deus que produz a esperança de que muitos daqueles que evangelizamos serão salvos. A fé para invocar o nome do senhor virá na medida em que ouvirem a Palavra de Deus, Rm 10.17: Portanto, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo.
  8. Quando evangelizamos novas pessoas são introduzidas a Família do Povo de Deus
    • – A evangelização não é o fim em si mesmo, ela é o modo empregado para crescer número de salvos que compõem a igreja de Cristo, a evangelização associada ao ensino traz crescimento a Igreja, Atos 17.11b,12: “Todos os dias estudavam as Escrituras Sagradas para saber se o que Paulo dizia era mesmo verdade. 12 Assim muitos judeus naquela cidade creram, e também não judeus, tanto mulheres da alta sociedade como também muitos homens.”
    • – Porém, não podemos nos esquecer de que o alvo supremo da evangelização é a promoção da glória de Deus. Quando pessoas estão unidas em Deus, a sua glória vem e se manifesta através de nós, Fp 2.1: “Por estarem unidos com Cristo, vocês são fortes, o amor dele os anima, e vocês participam do Espírito de Deus. E também são bondosos e misericordiosos uns com os outros”.
    • O evangelho manifesta o poder de Deus, proclama o Seu nome, torna conhecida às riquezas da Sua glória e revela a Sua misericórdia, Efésios 2.4,5: “Mas a misericórdia de Deus é muito grande, e o seu amor por nós é tanto, 5 que, quando estávamos espiritualmente mortos por causa da nossa desobediência, ele nos trouxe para a vida que temos em união com Cristo”.

Quando pessoas evangelizadas ou que evangelizam se reúnem não há lugar para vanglória e interesses humanos individuais e coletivos. Há lugar apenas para a adoração humilde, grata e maravilhada à um Deus que nunca nos esqueceu e que estabeleceu através da história da humanidade planos para que todos pudessem ser salvos, em nosso tempo Deus se revela através da graça revelada em Cristo Jesus. Essa graça é conhecida por aqueles que anunciam as boas novas“Como é bonito ver os mensageiros trazendo boas notícias!”

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