Crises geram demandas!


Esboço da palavra pastoral ministrada em 10 de dezembro 2017, durante a Assembleia Geral da ADI Ministério Independência com Cristo, para líderes e membros em geral.

Leitura Bíblica: Atos 6.1-4 – Algum tempo depois, o número de judeus que se tornaram seguidores de Jesus aumentou muito (CRESCIMENTO TRAZ CRISES), e os que tinham sido criados fora da terra de Israel começaram a se queixar (ONDE TEM GENTE, TEM DEMANDAS) dos que tinham sido criados em Israel. A queixa deles era (A QUEIXA ERA LEGÍTIMA) que as viúvas do seu grupo estavam sendo esquecidas na distribuição diária de dinheiro. 2 Então os doze apóstolos reuniram todo o grupo de seguidores e disseram: – Não está certo (DEIXANDO O ALTAR PARA SERVIR AS MESAS) nós deixarmos de anunciar a palavra de Deus para tratarmos de dinheiro (AS QUESTÕES EXIGIAM CUIDADOS). 3 Por isso, irmãos, escolham entre vocês (ESCOLHA OBEDECE A CRITÉRIOS ESPECÍFICOS) sete homens de confiança, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, e nós entregaremos esse serviço a eles (SERVIR AS MESAS).  4 Assim nós poderemos continuar usando todo o nosso tempo na oração e no trabalho (SERVIR O ALTAR) de anunciar a palavra de Deus.

A passagem de Atos fala sobre uma queixa que ocorreu na igreja primitiva. Os gregos estavam descontentes com o tratamento que a congregação em Jerusalém estava dando as suas viúvas. Essa queixa foi resultado do crescimento ocorrida naquela comunidade. Esse é um exemplo prático que toda igreja que deseja crescer, deve se preparar para enfrentar crises e demandas.

 Fazer parte de uma comunidade, seja cristã ou não, exige preparação para as muitas queixas que irão surgir, algumas dessas queixas serão legítimas enquanto outras tem o objetivo de desestabilizar a liderança.

Como cristãos, devemos ter cuidado ao comentar ou dar ouvidos as queixas que surgem na nossa comunidade. A Bíblia revela que a origem das queixas começou no céu, o anjo Lúcifer foi o primeiro insatisfeito que gerou queixas no céu ao se rebelar contra Deus.

Lúcifer demonstrou insatisfação em três áreas:

  • A insatisfação com a identidade – Quem eu sou?
  • A insatisfação com a posição – Aonde eu estou?
  • A insatisfação com a função – O que eu estou fazendo?

Todo líder deve orar e buscar direção em Deus acerca das queixas que seu grupo requere. Algumas são legítimas, como em Atos 6.1-4, em que estava acontecendo injustiças com as viúvas daqueles que moravam fora de Israel, os gregos.

  • Às vezes isso ocorre na igreja, alguns crentes se apoderam do ministério e privilegiam alguns mais chegados em detrimento dos novos crentes que não encontram espaço para fazer parte do grupo.

Os apóstolos entenderam que a queixa era legítima. Mas, aí surge outra questão: O que fazer. Eles deveriam deixar o altar para cuidar da mesa (servir)?

  • Quando o líder da igreja sai do altar para atender queixas, mesmo que sejam legitimas, ele deixa de lado o altar e a igreja começa a perecer pela falta de alimento espiritual.

O diabo é especialista em criar queixas na igreja. Essas queixas transformam os líderes em bombeiros, apagadores de incêndio. De vez em quando surge uma demanda e os líderes saem do altar para se ocupar com elas, causando grandes danos a igreja.

Qual a solução para a crise das demandas?

  • Promover um alinhamento de visão em todos os níveis da igreja – liderança e membros. Separar e compreender a diferença entre os que servem o altar (oração e palavra) e os que servem as mesas (outras funções). Alguns ministérios pertencem ao altar, enquanto outros pertencem as mesas.

A primeira série de perguntas que cada líder e membro devem responder:

  • Sobre sua identidade: Quem você é? Quem eu sou?
  • Sobre sua posição: Aonde você está? Qual é a minha posição?
  • Sobre sua função: O que você está fazendo? Qual a minha ocupação?

Devemos compreender que as queixas sempre existirão e que fazer mais coisas não irá criar satisfação, somente desgastes. Isso gera um líder desalinhado, fora da visão, comprometendo o rendimento e gerando desgastes pessoais, na família e na igreja.

A base para o alinhamento são os princípios. Quando o líder e a igreja têm princípios as coisas fluem naturalmente. Cada um ocupando a sua posição sabendo quem é e o que está fazendo.

Portanto, todo líder ou membro deve saber qual a sua posição na congregação. Isso exige princípios bem fundamentados na Palavra de Deus e com o ministério local. Mas, quais são as bases de princípios que regem a nossa cultura como igreja?

  • A base é o Reino de Deus. Ele é o centro: O reino deve estar no casamento, na família, no ministério, no trabalho, no lazer, na vida social, nos relacionamentos, etc…

Por fim. Os apóstolos entenderam que sair do altar (oração e palavra) não era a melhor solução. Então decidiram escolher pessoas com fidelidade, integridade (confiança), cheios de Deus, caráter (Espírito Santo) e competentes, que saibam o que estão fazendo (sabedoria).

Demanda resolvida. A igreja do Senhor continuou crescendo e com o tempo novos ministérios foram surgindo. Os ministérios são constituídos para servir a igreja e não ao líder, porém, são constituídos pela liderança sempre que as queixas forem legítimas. Eis a razão porque devemos orar sempre e buscar a direção de Deus para nossa igreja.

Finalizando, trago algumas palavras que foram citadas em nossa reunião extraordinária em 04/09/17, com o propósito de estarmos alinhados na mesma visão que Deus tem dado para a nossa igreja.

O que nós precisamos saber e fazer?

  • igreja unida em CristoFortalecimento dos vínculos ministeriais, fidelidade, amizade, respeito. Um time unido dificilmente será vencido!
  • Oração como hábito diário. Oração deve ser praticada por todos obreiros e líderes. Não há como conhecer o Deus a quem servimos, sem oração!
  • O perfil de liderança que buscamos para nossa igreja é uma liderança serviçal, que ensina através de exemplos práticos. Pessoas que não tem habilidades para servir não podem liderar!
  • Fidelidade nas contribuições e nas ações de trabalho na Sede Administrativa ou Social ou Núcleo. O nosso compromisso está além das quatro paredes!
  • Participação nas reuniões e treinamentos ministeriais. É nesses encontros que somos treinados, habilitados e conhecemos a visão da igreja. O líder que não tem habilidade para ser treinado, não pode liderar!
  • Transparência e fidelidade ministerial. A igreja sofre danos quando a liderança não age com transparência e fidelidade. A franqueza é uma característica que enobrece o caráter do líder!
  • Unidade, respeito e apoio ministeriais, sempre respeitando a liderança de cada ministério. Evitar confrontos ou intromissão no ministério do outro. Cada líder deve saber a sua posição e ocupá-la!
  • Reconhecimento e obediência a Liderança da Igreja, principalmente aos pastores e família. A honra é exigida entre nós, somente assim seremos honrados!

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