O poder – inimigo da honestidade!


É melhor ser pobre e honesto do que mentiroso e tolo. Provérbios 19.1

Todas as pessoas querem ter poder. A sociologia define a palavra poder como sendo a habilidade de influenciar e impor a sua vontade sobre os outros em diversas áreas (social, econômico; político; militar; religioso e afins), ainda que haja resistência.

O poder é uma virtude divina, dada por Deus ao primeiro homem, Adão, conforme Gênesis 1.26 – “Aí ele disse: – Agora vamos fazer os seres humanos, que serão como nós, que se parecerão conosco. Eles terão poder sobre os peixes, sobre as aves, sobre os animais domésticos e selvagens e sobre os animais que se arrastam pelo chão.”

Com a queda os seres humanos se tornaram conhecedores do bem e do mal e com poder delegado por Deus sobre a terra. A distorção gerada pelo pecado cegou o entendimento humano e fez com que as pessoas passassem a usar o poder delegado por Deus contra seus semelhantes – pessoas dominando pessoas, como se vê até os dias atuais.

Diante desse quadro, eu pergunto: É errado alguém desejar ter poder? Segundo as Escrituras não, pois o poder foi dado pelo próprio Deus às pessoas. Quem está em Cristo tem consciência desse poder, porém, deve lutar contra o fascínio pelo poder que cega a mente humana.

Quem vive distante de Deus corre sério risco de usar incorretamente esse poder. Eu irei citar o exemplo de um rei a quem Deus lhe deu poder, tirando-o do ostracismo para o trono. Esse rei, infelizmente, deixou-se levar pelo fascínio do poder e terminou o seu reinado em ruinas, perdendo a própria vida e a de seus filhos.

O PODER ENGANA

Quando alguém ocupa uma posição de destaque e materialmente as coisas estão bem, corre o risco de esquecer-se de Deus e dos seus princípios. A ocupação e devoção demasiada com as tarefas rotineiras podem levar a pessoa a se esquecer das bênçãos de Deus e que Ele é o doador de tudo.

  • Deuteronômio 8.11-14,17-18: Nunca esqueçam o SENHOR, nosso Deus, e tenham o cuidado de obedecer aos seus mandamentos e às suas leis, que hoje eu estou dando a vocês. 12 Naquela terra vocês terão toda a comida que quiserem; construirão casas boas, onde morarão; 13 o seu gado e os seus rebanhos aumentarão; vocês ajuntarão mais prata e ouro e terão tudo de sobra. 14 Então, tomem cuidado para não ficarem orgulhosos e esquecerem o SENHOR, nosso Deus, que os tirou do Egito, onde vocês eram escravos. 17 – Portanto, não pensem que foi com a sua própria força e com o seu trabalho que vocês conseguiram todas essas riquezas. 18 Lembrem do SENHOR, nosso Deus, pois é ele quem lhes dá força para poderem conseguir riquezas. Vocês estão vendo que assim ele está cumprindo a aliança feita por meio de juramento com os nossos antepassados.

A história que iremos estudar encontra-se em I Samuel 15. Saul era o líder natural e espiritual do povo, ele tinha muito poder sobre eles. O encantamento pelo poder o levou a desejar ardentemente a popularidade acima dos princípios divinos e a honra pública dada pelo povo ao invés da obediência ao Senhor.

O Senhor Deus deu uma ordem aparentemente simples para Saul destruir os amalequitas e tudo que possuíam. Não haviam condicionais, ele tinha que simplesmente cumprir a ordem e ponto final. Mas, não foi isso que aconteceu:

  1. O que fazer: ser politicamente correto ou obedecer a voz de Deus? Saul optou por ser politicamente correto. Preveniu os queneus que invadiriam o território amalequitas (v. 6) – “… Saiam do meio dos amalequitas para que eu não os mate junto com eles, pois vocês foram bondosos com os israelitas quando eles vieram do Egito…”
  2. Ele não cumpriu integralmente a ordem de Deus. Lembre-se que a honestidade exige princípios. Ele poupou Agague e tudo o mais que considerou como bom (v. 9). Saul e os seus soldados não mataram Agague; também não mataram as melhores ovelhas, os melhores touros, bezerros e carneiros e tudo o mais que era bom. Mas destruíram tudo o que era imprestável e sem valor.
  3. Saul estava sofrendo a doença do egocentrismo. Ele edificou um monumento em honra de si mesmo (v. 12) – Na manhã seguinte, bem cedo, ele saiu para procurar Saul. Soube que ele tinha ido para a cidade de Carmelo, onde havia construído um monumento em honra de si mesmo, e que depois tinha seguido para Gilgal.
  4. Ele perdeu a noção do certo e errado diante de Deus (v.20) Mas eu obedeci a Deus, o Senhor! Respondeu Saul. – Saí como ele me ordenou, trouxe o rei Agague e matei todos os amalequitas.
  5. Ele tentou culpar os soldados por sua desobediência (v.21) – Porém os meus soldados não mataram o melhor gado e as melhores ovelhas, que estavam condenados à destruição. Em vez disso, eles os trouxeram aqui para Gilgal a fim de os oferecer como sacrifício ao Senhor, o Deus de você.
  6. Ele demonstrou um falso arrependimento, não é honesto perante Deus (v. 24) – Eu pequei! – respondeu Saul. – Desobedeci às ordens de Deus, o Senhor, e às instruções que você deu. Fiquei com medo do povo e fiz o que eles queriam.
  7. Ele tentou envolver Samuel em seu erro (v. 25, 27) – Mas agora, Samuel, eu peço que perdoe o meu pecado e volte comigo para que eu possa adorar o Senhor. 27 Então Samuel virou-se para sair. Mas Saul o segurou pela barra da capa, e ela se rasgou.
  8. Ele se mostrou preocupado com o seu prestígio diante do povo (v. 30) – “Eu pequei- repetiu Saul. Mas pelo menos me respeite na frente dos líderes e de todo o povo de Israel. Volte comigo para que eu possa adora o Senhor, seu Deus.”;
  9. A piedade de Samuel não foi suficiente para evitar que Deus rejeitasse a Saul. A adoração de Saul não convenceu o Senhor Deus a mudar de opinião a seu respeito. (v.31, 34, 35) – “Então Samuel voltou com ele, e Saul adorou a Deus, o Senhor. 34 Aí Samuel foi para Ramá, e Saul voltou para a sua casa e, Gibeá. 35 E nunca mais Samuel tornou a ver Saul, mas ficou com muita pena dele. E o Senhor Deus se arrependeu de ter colocado Saul como rei de Israel.”
  10. A loucura do poder matou Saul, seus filhos e seus soldados. (I Sm 31.4,6) – “Então disse ao rapaz que carregava as suas armas: – Tire a sua espada e me mate para que esses filisteus pagãos não caçoem de mim e me matem. Mas o rapaz estava muito apavorado e não quis fazer isso. Então Saul pegou a sua própria espada e se jogou sobre ela. 6 E assim morreram naquele dia Saul, o seus três filhos, o rapaz e todos os soldados de Saul.”

O final de Saul foi triste. No campo de batalha contra os filisteus ele perdeu seus filhos Jônatas, Abinadabe e Malquisua. Ferido por uma flecha ele desejou a morte temendo cair nas mãos dos inimigos, como seu armeiro não teve coragem de mata-lo, ele mesmo atirou-se contra a sua espada e se suicidou. Ele desejou a morte num campo de batalha para que seus adversários não zombassem dele. Esse mal lhe sobreveio porque se deixou influenciar pelo poder e foi desonesto com o Senhor.

 

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