A utilidade dos dons para servir


I Timóteo 4.14 Não se descuide do dom que você tem, que Deus lhe deu quando os profetas da Igreja falaram, e o grupo de presbíteros pôs as mãos sobre a sua cabeça para dedicá-lo ao serviço do Senhor.

Timóteo é o exemplo de cristão que recebe o dom de Deus e a ordenação ministerial para servir ao Senhor e cumprir a sua missão.

Ainda hoje Deus chama as pessoas, concede dons especiais e separa cada um para serviços ministeriais diversos. Entre os escolhidos estão aqueles que:

  • Terão grandes projeções, enquanto outros nenhuma visibilidade;
  • Serão recompensados nesta vida, enquanto outros serão reconhecidos somente na eternidade.

EM QUE VOCÊ PODE SER ÚTIL?

Você não poderá levar as pessoas a um nível mais alto do que aquele em que você está. Quando focamos as nossas ações nas pessoas geralmente esquecemo-nos de nós mesmos, uma pergunta fundamental é: Se eu fosse o outro aprovaria ou apoiaria minhas ações?

  • Ao ministrar para outra pessoa, na verdade você está ministrando primeiramente para si mesmo. Não faças as coisas para Deus buscando aprovação das pessoas porque você poderá se decepcionar com elas ou Deus se decepcionar com você.

A sua maior preocupação deve ser com você em primeiro lugar. O segundo mandamento ordenado por Jesus diz “Ame os outros como você ama a você mesmo.” (Mt 22.39). O que isso quer dizer? Você vem em primeiro lugar.

  • A primeira pessoa que deverá aprovar seu plano, visão ou trabalho é você mesmo. A correção começa em nós, antes de atingir outras pessoas.

Fazer alguma coisa na igreja exige primeiro estar convencido de que o seu trabalho é importante. Alguns cristãos fracassam e culpam as pessoas porque estão buscando aprovação de terceiros. Deus sempre utiliza pessoas em sua obra. Porém devemos ter o cuidado com algumas chamadas que não são de Deus e causam verdadeiras confusões na igreja. Três tipos de chamadas:

1º.   Os chamados por terceiros, apadrinhamento, troca de favores, acordos, interesses, etc. O escolhido torna-se devedor de quem o escolheu;

2º.   Os que chamam a si mesmo, tomam a iniciativa de fazer ‘a obra’ quando na verdade não foram chamados por Deus. Deus não tem compromissos com os nossos projetos, mas com a sua vontade (Jr 23.16,22; At 19.13-16). Quem chama a si mesmo corre o risco de ser envergonhado publicamente como foram os sete filhos de Ceva.

3º.   Os que são chamados por Deus. Nesse caso a pessoa sabe com quem poderá contar, pois a sua fonte de confiança está em Deus (Rm 1.1; I Co 9.1; Mt 6.33; 28.18-20) – “eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.”

Não existe um critério pré-estabelecido sobre quem Deus escolhe. A escolha não está relacionada ao que somos ou que temos, mas a vontade soberana de Deus para operar em nós. Pois Deus está sempre agindo em vocês para que obedeçam à vontade dele, tanto no pensamento como nas ações. (Fp 2.13).

COMO SABER SE VOCÊ FOI CHAMADO POR DEUS?

A Bíblia afirma que o Espírito de Deus testifica com o nosso espírito. Deus nos conhece melhor que nós mesmos, às vezes não entendemos quando alguém tido como ‘péssimo cristão’ é convocado pelo Espírito Santo para uma obra importante, isso ocorre quando observamos as pessoas baseados apenas na nossa ótica natural.

Quando alguém é chamado pelo Senhor para o ministério, algumas marcas se tornam perceptíveis em sua vida. Se você conhece alguém que diz ter chamada ministerial, mas vive reclamando, murmurando e duvidando, alguma coisa está errada com essa pessoa. A chamada divina traz:

1º.   Convicção do chamado. A pessoa que conhece o seu chamado, não tem dúvidas sobre sua vocação. Há uma canção na Harpa Cristã que diz – “sim eu amo a mensagem da cruz, até morrer eu a vou proclamar, levarei eu também minha cruz, até por uma coroa trocar”.

2º.   Capacitação divina. Muitas pessoas chamadas não possuem formação secular, às vezes sequer teológica, mas são altamente capazes no serviço de Reino de Deus.

3º.   Habilidade para enfrentar situações favoráveis ou contrárias. É o tipo de pessoa que enxerga possibilidades onde outros só veem crises, elas encontram meios para se manter estáveis em meio à crise sem perder o foco.

4º.   Confiança na provisão divina. Quando a pessoa é chamada por Deus para um trabalho específico os recursos surgem, não estou falando na criatividade ou habilidade humana para obter recursos, mas da provisão divina que opera o impossível na vida daquele que crê, como no caso de Esdras e Neemias durante a reconstrução do Templo e dos muros de Jerusalém;

5º.   Os resultados surgem no tempo determinado. Eu já conheci muitos líderes que gastaram recursos tentando encher suas igrejas, mas não obtiveram êxito, ao passo que outros sem nenhum planejamento estratégico humano viram os resultados aparecerem apenas com oração, evangelização e discipulado.

Quando a vocação é divina tudo se torna claro. Em algumas situações a chamada se desenvolve ao longo dos anos, em outras a chamada é imediata. Porém, em qualquer tipo de chamada sempre haverá provas que foi Deus quem chamou.

Todos que são chamados pelo Senhor devem saber o que Deus exige de cada um de nós. Ninguém é obrigado servir a Deus, por isso temos o livre arbítrio para escolher nossos próprios caminhos, mas quem se submete ao Senhor encontra a vida. Essa submissão nos leva a cumprir suas exigências com gozo no coração:

1º.   É preciso renunciar muitas coisas para agradar a Deus. Não existe ligação entre Deus e homem, se o espírito do homem estiver sufocado por sua natureza terrena;

2º.   É preciso ter ousadia para executar os planos de Deus. Moisés libertou o povo da escravidão porque foi ousado; Josué e calebe conquistaram a terra porque foram ousados; Daniel foi ousado em sua decisão. Todos os homens que Deus escolheu e fizeram diferença eram ousados;

3º.   É preciso submeter-se a Deus. Quem determina o que e como fazer é Deus, somos apenas servos ao seu serviço;

4º.   É preciso humildade para reconhecer a nossa total dependência de Deus;

5º.   É preciso perseverança para cumprir a nossa missão. O tempo é um dos grandes vilões para muitos que tem que esperar até que o fruto do seu trabalho apareça;

6º.   É preciso diligência para que a obra seja realizada com eficiência;

7º.   É preciso responsabilidade daquele que é chamado por Deus, não podemos tratar o ministério como qualquer coisa. O nosso trabalho é para Deus e envolve o estado eterno das pessoas alcançadas.

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