O Reino de Deus é ….


Pois o Reino de Deus não é uma questão de comida ou de bebida, mas de viver corretamente, em paz e com a alegria que o Espírito Santo dá. Romanos 14:17.

O apóstolo Paulo traz muitos ensinamentos importantes na carta aos Romanos. Um desses ensinamentos diz respeito à prática do amor cristão: – Se você faz com que um irmão fique triste por causa do que você come, então você não está agindo com amor. Não deixe que a pessoa por quem Cristo morreu se perca por causa da comida que você com. (14:15).

No capítulo 14 ele fala sobre a relação entre dois grupos da comunidade cristã de Roma, denominados aqui de os fracos e os fortes: Nós que somos fortes na fé devemos ajudar os fracos a carregarem as suas cargas e não devemos agradar a nós mesmos. (15:1).

Paulo não está falando da fraqueza de caráter ou vontade de alguns cristãos, mas da fraqueza na fé (14.1) – Aceitem entre vocês quem é fraco na fé sem criticar as opiniões dessa pessoa.

  • É importante ressaltar que quando ele fala sobre um irmão fraco, não está se referindo à alguém vulnerável e facilmente vencido pela tentação, mas sim um cristão sensível e cheio de indecisões.
  • O que falta ao fraco não é força de vontade, mas liberdade de consciência.

Quem seriam os fracos de Roma? Há pelo menos 04 tipos que podem se encaixar nesse referido grupo citado por Paulo:

  1. Poderiam ser pessoas recém convertidas do paganismo que tinham receio de comer carne vendida no açougue, que poderiam ter sido sacrificadas a ídolos. Eles temiam que comer carne de ídolos fosse comprometê-los e assim contaminá-los.
  2. Poderiam ser ascetas infiltrados na igreja de Roma. Haviam movimentos ascetas tanto no paganismo (por exemplo, os pitagoristas) como no judaísmo (como os essênios).

ü  Doutrina filosófica que defende a abstenção dos prazeres físicos e psicológicos, acreditando ser o caminho para atingir a perfeição e equilíbrio moral e espiritual

  1. Poderiam ser os legalistas. Eles consideravam a observância e as abstenções como boas obras necessárias para a salvação.
  2. Poderiam ser em sua maioria cristãos judeus, cuja fraqueza consistia no fato de permanecerem de sã consciência, comprometidos com as regras judaicas concernentes a dieta e dias religiosos.

Paulo busca uma conciliação entre os dois grupos, cristãos conservadores (maioria judeus) e cristãos liberais (maioria gentios). Ele ensina que os fortes não deveriam desprezar ou intimidar, condenar ou prejudicar os fracos. Ele busca uma coexistência amigável, pacífica na comunidade cristã, ele declara essa intenção – Que Deus, que é quem dá paciência e coragem, ajude vocês a viverem bem uns com os outros, seguindo o exemplo de Cristo Jesus! (15.5).

Sete verdades teológicas que Paulo apresenta sobre o trato com os fracos na fé:

  1. Devemos aceita-los porque Deus os aceitou – Versos 2,3.
  2. Devemos aceita-los porque Cristo morreu e viveu de novo para ser o Senhor. Versos 4-9.
  3. Devemos aceita-los porque são nossos irmãos, verso 10a.
  4. Devemos aceita-los porque todos seremos julgados por Deus, versos 10b-13a.
  5. Devemos aceita-los sem ofensas ou ações destrutivas contra o fraco, versos 13b.
  6. Devemos aceita-los porque Cristo morreu por todos, versos 14-16.
  7. Devemos aceita-lo porque o reino de Deus é mais importante do que comida, versos 17-21

EM QUE CONSTITUI O PADRÃO DE VIDA DO REINO DE DEUS?

Verso 17 (RA) – Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.

1º.   O Reino de Deus é Justiça (viver corretamente) – A Justiça é a condição que Deus nos dá de ficarmos diante da sua santidade sem medo, sem culpa, sem inferioridade, chamando Deus de Pai, como se o pecado nunca tivesse existido.

  • Quando cometemos algum erro não corremos de Deus, e sim para Ele. A justiça de Deus nos revestiu e por ela somos salvos.
  • A justiça de Deus praticada por nós significa viver corretamente aos olhos de Deus e das pessoas, isso inclui o amor que devemos ter e manifestar por cada irmão, seja ele fraco ou forte.
  • A justiça é um atributo divino, é por isso que todos os atos de Deus são justos. Portanto, aquele que diz ser de Deus deve praticar a justiça.

2º.   O Reino de Deus é Paz – A ausência de relações harmoniosas entre as pessoas, mesmo em ambientes que não indicam guerras, gera falência da paz.

  • A paz representa a ordem que Deus almeja para a igreja, I Co 14:33 – pois Deus não quer que nós vivamos em desordem e sim em paz. Quem é Deus busca e vive pela paz.
  • Deus requer que Seu povo tenha paz social, uma convivência harmoniosa com as pessoas que não professam a nossa fé. Romanos 12.18 – No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas.

3º.   Alegria no Espírito Santo – ela provém do Espírito de Deus e independe das circunstâncias e do meio em que a pessoa esteja inserida.

  • Existe a alegria natural que é gerada através de impulsos que o mundo produz, como comidas e bebidas. É uma alegria falsa, criada pelo pai da mentira que seduz as pessoas até destruí-las. Esse tipo de alegria não provém de Deus.
  • A alegria no Espírito é gerada pela graça de Deus e concedida ao crente como fruto do Espírito. Essa é a alegria que Deus exige da sua igreja. Essa alegria torna a igreja forte no Senhor – Neemias 8:10b – Este dia é sagrado para o nosso Deus; portanto, não fiquem tristes. A alegria que o SENHOR dá fará com que vocês fiquem fortes.

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