Quem não tem até o pouco que tem será tirado


A parábola sobre os talentos em Mateus 24:14-30 é a contraparte da parábola das virgens:

  • Na parábola sobre as virgens loucas e prudentes, aprendemos sobre a importância de estarmos alertas, vigiando As virgens deveriam aguardar a vinda do noivo, mantendo suas lâmpadas acesas até a sua chegada.
  • Na parábola dos talentos aprendemos sobre a nossa responsabilidade individual perante Deus, sobre o ministério pessoal e como devemos nos portar até que Cristo volte. Os empregados deveriam trabalhar para o seu senhor durante a sua ausência que o seu retorno.

As duas parábolas citadas nos ensinam a importância de vigiar (virgens) e o trabalhar responsavelmente (talentos) enquanto o nosso Senhor não volta. Os ensinamentos dessas parábolas podem ser aplicados a vida espiritual, ministerial e cotidiana de todo cristão.

  • Vida espiritual. Devemos vigiar sempre enquanto lutamos na dimensão espiritual contra as forças espirituais da maldade;
  • Vida ministerial (serviço cristão). Devemos vigiar sempre e cumprindo a missão como embaixadores do Reino de Deus, através da pregação do evangelho e serviço cristão na comunidade onde congregamos;
  • Vida cotidiana. Devemos vigiar para não nos envolvermos em situações que possam denigrir a nossa imagem cristã, trabalhar e contribuir para o desenvolvimento da nossa família e Nação.

Assista o vídeo dessa mensagem 

O SIGNIFICADO DA PARÁBOLA DOS TALENTOS

Essa parábola é um retrato da vida no Oriente naquela época. Quando um rico viajava e ficava muito tempo fora, uma das práticas adotadas era transferir a responsabilidade dos bens e dinheiro para um ou mais empregado de confiança, no seu retorno, os servos eram recompensados por sua fidelidade.

  1. O senhor rico da parábola representa o próprio Jesus.
  2. O céu é o lugar para onde Ele viajou.
  3. Os discípulos e todos os nascidos de novo são os servos a quem Ele confiou os seus bens, durante a sua ausência.
  4. A ausência do Senhor em sua casa, representa a ausência física e visível de Jesus.
  5. O retorno do Senhor, representa a volta de Jesus para a sua igreja.
  6. Os empreendimentos que os servos fizeram fala sobre a prática dos dons espirituais e das oportunidades que temos de servir ao Senhor Jesus.
  7. Assim como os servos foram recompensados pela fidelidade, a igreja será recompensada por ocasião da volta de Jesus. Colossenses 3:23,24 – O que vocês fizerem façam de todo o coração, como se estivessem servindo o Senhor e não as pessoas. 24 Lembrem que o Senhor lhes dará como recompensa aquilo que ele tem guardado para o seu povo, pois o verdadeiro Senhor que vocês servem é Cristo.
  8. A condenação do servo que falhou em sua responsabilidade é uma advertência contra o não uso, ou o uso indevido, dos dons que recebemos de Deus. Romanos 14:12 – Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus.

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ALGUMAS LIÇÕES APRENDIDAS NESTA PARÁBOLA

Atualmente quando nos referimos a palavra talento subentende-se que estamos falando de uma pessoa com habilidade notável. Mas, na época de Jesus, a palavra talento se referia a valores (moedas). Os três servos receberam uma determinada quantia, na qual deveriam negociar e garantir o crescimento patrimonial daquele Senhor.

  • João 15:16 – Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e deem fruto e que esse fruto não se perca. Isso a fim de que o Pai lhes dê tudo o que pedirem em meu nome.

Os talentos (moedas) representam em nossa vida espiritual os dons do Espírito Santo, a fé, a palavra de Deus em nós e tudo aquilo que provém de Deus para nós. Tudo o que recebemos de Deus deve ser usado para enriquecer espiritualmente a humanidade que está espiritualmente empobrecida.

A distribuição dos talentos não foi igual para todos. Cada um recebeu uma medida de acordo com sua capacidade. Isso mostra que somos diferentes uns dos outros e que recebemos do Senhor a quantia certa do que podemos empreender e usar. Deus tem o seu critério de escolha, seleção e distribuição de dons – “Deus não irá colocar o mar dentro de um balde de água.” (G H Lang).

  • Somos diferentes em capacidade, por isso o Espírito Santo reparte seus dons a cada um como lhe apraz, I Coríntios 12:11 – Porém é um só e o mesmo Espírito quem faz tudo isso. Ele dá um dom diferente para cada pessoa, conforme ele quer.

A forma como os talentos foram distribuídos ensinam verdades importantes: O servo com mais talentos, certamente trabalhou muito mais que os outros para obter resultados 100%. Quanto mais o servo recebeu, mais cobrado seria no retorno do seu Senhor. Todos devemos usar o máximo o que recebemos de Deus independente da quantidade de talentos que recebemos.

  • Não se trata de ser mais popular, mais conhecido ou mais capaz, mas de usar o que recebemos de Deus para, no mínimo, multiplicar por dois.
  • O que Deus coloca em nossas mãos deve sempre multiplicar. A pergunta que devemos fazer: Temos multiplicado os talentos que recebemos de Deus em nossa vida?

 Quando o Senhor partiu, imediatamente alguns servos começaram a trabalhar e logo foram bem-sucedidos. Um dos servos fez o contrário dos demais, não agiu, ficou com receio de perdê-lo e preferiu guardá-lo consigo.

Os talentos foram dados aos servos para negociá-los e não os guardar. Felizes aqueles que entendem essa mensagem e trabalham para o Senhor, sabendo que ele os recompensará quando voltar. Jesus foi claro acerca do proposito ao dar poder aos discípulos, Atos 1:8 – Porém, quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês receberão poder e serão minhas testemunhas (fazer discípulos, multiplicar o número de seguidores) em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até nos lugares mais distantes da terra.

Não é a quantidade de dons que fará a diferença em sua vida, mas o modo como os recebe e utiliza. Proporcionalmente, os dois primeiros servos conseguiram 100% de retorno e foram elogiados e recompensados na mesma proporção.

O terceiro servo, além de não ser recompensado foi-lhe tirado o que tinha recebido. Ele teve as mesmas condições que os demais para fazer alguma coisa com o seu talento, mas temendo perder o talento, preferiu enterrá-lo como medida de segurança. Isso acontece com muitos cristãos que se recusam usar seus dons espirituais por receio de perdê-los.

  • A desobediência do terceiro servo não foi ativa, mas passiva. Ele não gastou irresponsavelmente o talento do seu senhor, simplesmente deixou de transformá-lo em lucro. Ao invés de alegrar-se por ter recebido um talento ele preferiu enterrá-lo.
  • O seu pecado foi a negligência em relação ao talento que recebeu: as virgens imprudentes sofreram por negligenciar a reserva de azeite; o terceiro servo sofreu porque foi negligente com o seu talento.
  • Quantos cristãos atuais que agem do mesmo modo, negligenciando o seu chamado, os dons que recebeu do Espírito Santo. Por alguma razão escondem a sua luz, deixam de ser produtivos para o reino do Senhor.

Depois de muito tempo, o patrão voltou e fez um acerto de contas com eles.” (verso 19). Jesus não quis dizer que a sua vinda iria demorar, mas que poderia ocorrer a qualquer momento. Assim como aquele Senhor retornou sem avisar sobre a sua chegada, Jesus irá voltar quando muitos não estiverem esperando.

  • Mateus 24:36,37 – Jesus continuou, dizendo: – Mas ninguém sabe nem o dia nem a hora em que tudo isso vai acontecer, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai. 37 A vinda do Filho do Homem será como aquilo que aconteceu no tempo de Noé.

O encontro daquele Senhor com os servos causou alegria para alguns e tristeza para outros. Na hora da prestação de contas, os primeiros servos devolveram aquele Senhor o que receberam e ainda apresentaram resultados positivos; o último servo, infelizmente não produziu nada, não tinha boa notícia para dar, ele tentou se desculpar e isentar da negligência, mas o seu Senhor não teve piedade.

O terceiro servo foi reprovado e condenado, o seu talento foi repassado para o primeiro. Assim, ele perdeu o talento que guardara com tamanha segurança, mas que se mostrou improdutivo.

Que Deus nos conceda graça para sermos como os primeiros servos que foram elogiados e recompensados por sua fidelidade, ao invés de condenados como o terceiro servo.

POR QUE O SERVO NÃO NEGOCIOU O SEU TALENTO?

24 – Aí o empregado que havia recebido cem moedas chegou e disse: “Eu sei que o senhor é um homem duro, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. 25 Fiquei com medo e por isso escondi o seu dinheiro na terra. Veja! Aqui está o seu dinheiro.” 26 – “Empregado mau e preguiçoso!”, disse o patrão. “Você sabia que colho onde não plantei e junto onde não semeei. 27 Por isso você devia ter depositado o meu dinheiro no banco, e, quando eu voltasse, o receberia com juros.” – Depois virou-se para os outros empregados e disse: 

A sua desculpa foi que teve medo de perder o talento, de não obter bons resultados, de ser censurado pelo seu senhor. Porém na visão do Senhor, o servo foi negligente. A negligência tem levado muitos cristãos a esconderem seus dons e perder a oportunidade de fazer alguma coisa para o Senhor.

  • O significado da palavra negligência: Negligência é um substantivo feminino que dependendo do contexto pode ter diversos sentidos. Do latim “negligentia”, que expressa falta de cuidado, desatenção ou preguiça. Negligência significa desleixo, descuido, falta de zelo, falta de aplicação ao realizar determinada tarefa, é agir com irresponsabilidade ao assumir um compromisso. Negligência significa desatenção, menosprezo, desdém. É o ato de depreciar, de não dar a algo o seu devido valor. Negligência é também a demonstração de preguiça, de indolência e de inércia, é a falta de iniciativa. Na área jurídica, negligenciar é o ato de omitir ou de esquecer algo que deveria ter sido dito ou feito de modo a evitar que produza lesão ou dano a terceiros.

O servo não era uma pessoa ignorante, ele conhecia bem o seu Senhor – Eu sei que o senhor é um homem duro, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Numa comparação com alguns cristãos atuais eu diria que ele lia a Bíblia, frequentava reuniões de culto, participava de treinamentos ministeriais, sabia o que fazer embora tenha optado pela negligência.

  • O problema dele não foi a falta de tempo, ele teve tempo suficiente igual aos outros; não foi falta de iniciativa, aliás ele teve a infeliz iniciativa de não fazer nada; ele preferiu enterrar o seu talento por pura negligência.
  • Ele poderia ter colocado o talento no banco evitando o prejuízo. Seria melhor ter sido repreendido por deixar o dinheiro no banco do que ser condenado por não fazer alguma coisa.

Imagine se aquele servo tivesse recebido cinco talentos, o prejuízo seria enorme. Tem pessoas que vivem querendo acumular cargos, funções na igreja, mas não fazem o mínimo que está em suas mãos. O bom servo é fiel no pouco e por isso será colocado sobre muito pelo Senhor. Para os dois primeiros, o Senhor usou das mesmas palavras – “Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, e por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!” 

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