10 recomendações à Igreja


Que o amor de vocês não seja fingido. Odeiem o mal e sigam o que é bom. 10 Amem uns aos outros com o amor de irmãos em Cristo e se esforcem para tratar uns aos outros com respeito. 11 Trabalhem com entusiasmo e não sejam preguiçosos. Sirvam o Senhor com o coração cheio de fervor. 12 Que a esperança que vocês têm os mantenha alegres; aguentem com paciência os sofrimentos e orem sempre. Romanos 12:9-12.

I – AMOR SEM FINGIMENTO (SEM HIPOCRISIA).

Verso 9a – Que o amor de vocês não seja fingido. Fala de um amor falso, demonstrado na aparência e negado quando posto a prova. O amor que devemos ter em relação a Deus e as pessoas devem ser verdadeiro.

O amor que agrada a Deus não esconde suas fraquezas, mas reconhece-as diante de Deus e demonstra arrependimento verdadeiro. Pedro foi sincero ao declarar o seu amor a Cristo, mas tempos depois negou a Cristo; no encontro com o Cristo ressurreto, Pedro reafirma seu amor a Cristo por três vezes.

II – ODEIEM (DETESTAI) O MAL; SIGAM (APEGANDO-SE AO) O QUE É BOM.

Verso 9b – Odeiem o mal e sigam o que é bom. Odiar o mal não significa odiar as pessoas, embora em algumas situações o mal esteja inserido na vida da pessoa, de modo quase impossível dissociá-lo da pessoa. O que Paulo está falando é sobre a nossa posição em relação ao mal e ao bem. Qual é a tua escolha?

O que você faria se tivesse o poder sobre alguém que te feriu? No verso 17 Paulo afirma – Não paguem a ninguém o mal com o mal, ou seja, se alguém fizer alguma coisa má contra você, não retribua na mesma moeda. Ainda no verso 20, Paulo faz referência a uma passagem do AT (Provérbios 25:21-22) – “Se o seu inimigo estiver com fome, dê comida a ele; se estiver com sede, dê água. Porque assim você o fará queimar de remorso e vergonha.”

Sabemos que vencer o mal não é tarefa fácil, porque a nossa natureza inclina para o mal, Marcos 7:21-23.

III – AMEM (CORDIALMENTE) UNS AOS OUTROS, COM O AMOR DE IRMÃOS EM CRISTO (FRATERNAL).

Verso 10a – Amem uns aos outros com o amor de irmãos em Cristo. Primeiro Paulo falou sobre o amor de modo geral. Agora ele dá maior ênfase ao amor que deve reger a relação entre os cristãos. Esse amor deve ser semelhante ao amor familiar, cordial e fraternal, I Timóteo 5:1-2.

O relacionamento entre cristãos deve seguir essa determinação bíblica, a cordialidade deve ser mútua. O ambiente deve ser agradável entre os membros da família da fé, Salmos 133:1.

É compreensível que o distanciamento, na maioria das vezes, se justifica por causa dos maus cristãos. Porém, cabe aos que almejam viver uma vida reta diante de Deus buscar a comunhão com os verdadeiros irmãos na fé e se afastar dos falsos cristãos, I Coríntios 5:10,11

IV – SE ESFORCEM (PREFERINDO-VOS) PARA TRATAR UNS AOS OUTROS COM RESPEITO (HONRA).

Verso 10b – e se esforcem para tratar uns aos outros com respeito. Devemos nos esforçar para dominar a nossa natureza rude, desgovernada e sem educação. Não é fácil vencer a nossa natureza adâmica. Muitos cristãos ainda não foram totalmente libertos totalmente da velha natureza.

A pessoa que vivem sob o domínio da velha natureza, costuma apresentar características comuns (II Timóteo 3:1-8): egoísta, avarenta, orgulhosa, vaidosa, ingrata, caluniadora, desobediente, sem respeito as coisas sagradas, sem amor pelos outros, coração duro como pedra, caluniadora, sem controle, violenta, inimiga do bem, traidora, atrevida, amiga dos prazeres e inimiga de Deus, negam a fé, estão sempre tentando aprender mas nunca chegam a conhecer a verdade, sem juízo e fracassadas na fé.

Devemos nos esforçar para priorizar o bom relacionamento e a honra entre os irmãos. Toda pessoa que faz parte da comunidade cristã têm o seu valor e deve ser reconhecida, principalmente aqueles que exercem liderança, que são dignos de dupla honra (I Timóteo 5:17,18). Por outro lado, os que desejam receber honra entre os irmãos deve compreender que o caminho para honra passa pela humildade, Provérbios 15:33b ARC – “diante da honra vai a humildade”.

Assista o vídeo dessa mensagem

V – TRABALHEM COM ENTUSIASMO.

Verso 11a – 11 Trabalhem com entusiasmo. Qual é o seu nível de entusiasmo em relação ao Reino de Deus? Qual o seu nível de entusiasmo em relação as atividades da sua igreja?

Qual é o entusiasmo que o crente deve ter em relação ao serviço cristão? Colossenses 3:23 – O que vocês fizerem façam de todo o coração, como se estivessem servindo o Senhor e não as pessoas. Vejamos o exemplo de Tito em querer ajudar os crentes da Judeia, I Coríntios 8:16,17.

Qual é o nosso entusiasmo em relação ao culto que prestamos para Deus? Preferimos os louvores que exaltam a graça e a soberania de Deus, ou os louvores que enaltecem o ego das pessoas? Preferimos a pregação que fala da justiça de Deus que leva ao arrependimento, ou a pregação focada em satisfazer os nossos desejos naturais? A nossa preferência determina o nível de entusiasmo que temos em relação ao Reino de Deus.

VI – NÃO SEJAM PREGUIÇOSOS (NO ZELO NÃO SEJAIS REMISSOS).

Verso 11b – e não sejam preguiçosos. O crente jamais deve trilhar o caminho do meio termo, da indecisão, da dúvida, ficar em cima do muro ou da ociosidade. Paulo orienta que todos tenham entusiasmo e adverte sobre a preguiça. Você conhece alguém que se ausenta do culto porque está com preguiça?

Tanto no campo natural, quanto espiritual, o preguiçoso não progride, não prospera, vive em miséria espiritual, Provérbios 10:4,5 – O preguiçoso fica pobre, mas quem se esforça no trabalho enriquece.5 Quem tem juízo colhe no tempo certo, mas quem dorme na época da colheita passa vergonha.

Paulo advertiu sobre os preguiçosos no meio da igreja que não ajudam e atrapalham a vida de quem está trabalhando, II Tessalonicenses 3:11.

O preguiçoso é um pessimista e negativista por natureza, está sempre se justificando para não ter que trabalhar, Provérbios 26:13-16.

VII – TENHAM O CORAÇÃO CHEIO DE FERVOR (FERVOROSOS NO ESPÍRITO, SERVINDO AO SENHOR).

Verso 11c – Sirvam o Senhor com o coração cheio de fervor. Parece redundância as afirmações de Paulo, primeiro ele orienta os irmãos para trabalharem com entusiasmo (fervor), agora ele pede que esse fervor em relação a servir a Deus seja mais intenso, devendo começar no espírito.

Esse fervor está além do descontrole emocional, do fanatismo, do barulho vazio nas reuniões e das palavras. Precisamos ser possuídos e apaixonados por Cristo. O fervor que necessitamos irá acender as nossas emoções e nos levar a anunciar o evangelho do Reino aos que estão perecendo, em todo o tempo.

VIII – QUE A VOSSA ESPERANÇA OS MANTENHA ALEGRES (REGOZIJAI NA ESPERANÇA)

Verso 12a – Que a esperança que vocês têm os mantenha alegres. Qual é a esperança que produz alegria no crente?

  • A esperança de que tomaremos parte na glória de Deus. A esperança da igreja não está nos seres humanos, nos bens materiais, no dinheiro. A nossa esperança está em Deus, em seu filho Jesus Cristo e na Sua palavra, Colossenses 1:27b.
  • A esperança na graça de Deus, nos livramentos, no fim de toda tribulação desta vida, Tito 2:12-13.
  • A esperança numa morada celestial, arquitetada e edificada pelo próprio Deus,  Hebreus 11:10, para quando Cristo vier no buscar, João 14:3.

IX – AGUENTEM COM PACIÊNCIA OS SOFRIMENTOS.

Verso 12b – aguentem com paciência os sofrimentos. Os sofrimentos vêm para todas as pessoas, porém o cristão enfrenta além dos sofrimentos naturais que são peculiares a todas as pessoas, as perseguições por causa do seu amor a Cristo.

Como ter paciência nos sofrimentos? Voltando-se para o que a palavra de Deus diz, Romanos 8:18 – Eu penso que o que sofremos durante a nossa vida não pode ser comparado, de modo nenhum, com a glória que nos será revelada no futuro.

O sofrimento tem limite, não dura para sempre, I Pedro 5:9-10.

X – OREM SEMPRE (PERSEVERANTES).

Verso 12c – e orem sempre. Por que orar é importante? A igreja contemporânea tem negligenciado o poder da oração. Em Efésios 3:16-19, o apóstolo Paulo apresenta algumas razões por que devemos orar.

Jonathan Edward afirmou em certa ocasião sobre a necessidade da igreja orar por seus líderes – “Se alguns Cristãos que tem reclamado de seus ministros tivessem dito e agido menos diante dos homens e tivessem se aplicado com toda sua força a clamar a Deus por seus ministros – a situação teria mudado por causa de suas orações humildes, fervorosas e incessantes por eles – eles estariam em um caminho mais bem sucedido.” 

O crente que não persevera em oração perde seu poder espiritual, engana a si mesmo sobre a fé em Deus. Como alguém pode conhecer o outro se não houver diálogo entre eles? As palavras de Charles H. Spurgeon continuam vívidas em nossos dias – A oração íntima traz sobre o ministério algo indescritível e inimitável – uma unção do Senhor… Se a unção que carregamos não vier do Senhor dos Exércitos, somos enganadores, a menos que obtenhamos esta unção através da oração. Que possamos continuar em constante fervor e súplica.

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