Relacionamento Interpessoal – perspectiva bíblica


Em Tiago 2:1-4 observamos a extrema importância de rejeitar os pecados de preconceito e parcialidade. Porque cada pessoa tem um grande valor para Deus, os crentes nunca devem dar lugar à hostilidade e ao preconceito em relação a pessoas de outras raças, aparências ou classes sociais. É um erro gravíssimo pré-julgar e desvalorizar as pessoas. Infelizmente, o preconceito aparece em formas sutis e é muito comum entre os cristãos.

Com que tipo de pessoas você frequentemente se associa? Algumas pessoas buscam se relacionar somente com pessoas que tenham similaridade aos seus interesses pessoais, finanças, raça, cultura, atração física, inteligência etc. Com isso, a pessoa transforma seu relacionamento em um gueto onde só entra aqueles por quem ela se simpatiza, tal pessoa sente desconforto no relacionamento com outras pessoas diferentes e por isso as ignora e até ofende procurando afastá-las do seu convívio.

A igreja deve rejeitar toda tendência que exclui qualquer segmento da sociedade, embora nem sempre seja possível alcançar a todos, a igreja deve comunicar a graça salvadora à todos que consiga alcançar e não somente aos mais afluentes.

Para o bem do equilíbrio deixe-me afirmar que é compreensível que as pessoas se associem mais de perto com aqueles que são semelhantes a si mesmos. Tais afinidades, culturais, naturais, não querem necessariamente indicar preconceito. No entanto, se você guarda qualquer hostilidade ou evita propositalmente outras pessoas, você, de fato, é culpado de preconceito e parcialidade. Se você raramente entra em contato com outros grupos de pessoas, você necessita seriamente de confissão e arrependimento

Liderança efetiva e comunhão cristã requerem uma boa dose de relacionamento interpessoal. Um líder deve se relacionar efetivamente com sua equipe de liderança e com seus seguidores. Para que isso ocorra as pessoas precisam aprender a desenvolver princípios que facilitam a socialização dentro de uma visão biopsicossocial que envolve as seguintes características: Biológicas (físicas, herdadas ou adquiridas); Psicológicas (relacionada à personalidade, a maneira com que cada um interage com as outras pessoas com relação às emoções, sentimentos, raciocínio); Sociais (associadas às crenças e valores adquiridos pela família e outros grupos onde a pessoa está inserida).

Quando uma pessoa decide fazer parte da igreja ou de grupos específicos, ela traz consigo algumas características pessoais, como a história de vida; expectativas; personalidade distinta; etc. Na outra ponta temos a igreja com o seu corpo de membros e líderes já adaptados, mas que também possuem cultura de valores, liderança, estatuto e regimento, doutrina cristã etc. Surgem então as seguintes perguntas:

  • Será que estamos promovendo um clima agradável de convivência ou um clima hostil de competição e pressão?
  • Como estamos tratando os liderados e as pessoas de um modo geral?
  • Estamos promovendo condições de aperfeiçoamento, aos liderados e a nós mesmos, em primeiro lugar e estamos explorando as potencialidades para as tarefas, promovendo o desenvolvimento de cada membro como pessoa integral, assim como o próprio Criador nos vê?

Um aspecto vital da liderança é a gestão hábil das pessoas (Mateus 4.19). O maior recurso do líder são pessoas, sem elas não há liderança eficaz. Jesus levou um tempo para escolher seus discípulos e escolheu cuidadosamente cada um deles. A questão de relacionamento interpessoal envolve afinidades e interesses mútuos. Jesus amava a todos, mas escolheu com quem se relacionar mais intimamente.

  • Ele reconheceu o potencial de liderança de cada um.
  • Ele passou tempo de qualidade com eles.
  • Ele compartilhou sua vida com eles.
  • Eles aprenderam através da associação com Ele (Lucas 6.40).

Qual era o estilo de liderança de Jesus?

  • Jesus ensinou os discípulos por associação.
  • Jesus mostrou-lhes como agir no trabalho de treinamento (Marcos 9.17-29).
  • Jesus atribuía responsabilidades aos discípulos (Mateus 14.16);
  • Jesus delegou autoridade para os discípulos. Ele lhes deu poder (Lucas 24.49); Ele supervisionou suas atividades (Marcos 6.7); Ele checou e corrigiu o trabalho dos discípulos (João 21.1-10v); Ele exigiu que eles reproduzissem (Mateus 28.19).

Se você sabe que seu relacionamento com alguém não é bom, você não tem escolha a não ser se certificar e repará-lo. Seja prático e tome a iniciativa de fazê-lo; essa é a melhor maneira de aplicar essa lição em sua vida.

 

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